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quarta-feira, 23 de junho de 2010

NÃO HOUVE INTERMITÊNCIA DA MORTE

        Mesmo tendo muito a contar sobre os 15 dias que estive viajando, hoje, vou prestar minha tardia homenagem a um dos meus escritores preferidos, José Saramago. Nossa, mesmo do alto de seus 87 anos, eu levei um susto ao ver a notícia de sua morte! Fiquei triste... esperava sempre seu novo livro, mesmo que não fosse lê-lo de imediato (estou com a leitura atrasada, 2 livros de Saramago me esperam...).
         José Saramago tinha um estilo próprio de escrever que carecia de uma certa adaptação, parágrafos imensos, de virar a página, ausência de pontos, letras maiúsculas após vírgulas mas, eu gostava desse estilo e logo me adaptei a ele.
          vários de seus livros embora não partilhe de suas ideias políticas e religiosas, partilho sim do seu pensamento humanista que se sobrepõe aos outros, é a essência deles. Se para ele "nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida", ele bem que soube, era um homem engajado politicamente e na defesa de uma sociedade mais justa, se posicionava e defendia suas ideias, muitas delas descritas (vividas) em sua ficção.
         Me sinto privilegiada por conhecer um pouco a obra deste escritor tão talentoso e criativo que nos deixou uma obra generosa e para mim indiscutível.
          "A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa". (José Saramago)

Um comentário:

  1. Valéria,

    Assim como você senti-me comovida com a partida deste ilustre escritor que bem soube viver a vida e, muito mais, soube nos presentear com sua literatura. Utilizando-me dos clichês correntes, o mundo vai ficando mais cego com a perda dessas pessoas.
    Beijão. Patrícia.

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Gostei de sua visita, volte sempre!

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