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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SHOWS PARA GUARDAR NA MEMÓRIA

        Aproveitando as listinhas típicas de fim de ano e ainda sob o efeito de deslumbramento a que me encontrei depois de assistir ao show de Paul McCartney, resolvi fazer uma breve retrospectiva dos grandes shows que assisti não só este ano, mas nos últimos anos, grandes não só porque foram vistos por um grande número de pessoas, mas porque foram espetáculos de grande porte, porque provocaram grandes expectativas e emoções e porque eram com grandes artistas e ídolos que conquistaram e ainda vêem conquistando várias gerações de fãs. Rememorando me senti nostálgica... Acho que esses shows vão ficar para sempre em minha memória!
        O primeiro grande show a que assisti, foi no dia 24 /03/2007, uma noite de sábado, de céu claro com o estádio do Morumbi lotado. O protagonista, Roger Waters com sua banda na turnê “The Dark Side Of The Moon”, um show memorável, nunca antes havia entrado em um campo de futebol lotado, nunca antes havia assistido a um show daquela grandeza e sentir aquela vibração, a energia de todas aquelas pessoas ansiosas em ver seu ídolo, cantar com ele... Foi maravilhoso! Para mim um verdadeiro deslumbre. O esquente ficou com as olas, as disputas entre lados da arquibancada e os aplausos pelas performances de cada uma delas. E o show começou com a pontualidade britânica e teve como um dos pontos altos o momento em que um grande porco inflável sobrevoou o estádio durante a música “Sheep” e em que se podiam ler frases de protesto como “All we need is education”, “Hey killers, leave our kids alone” e “Bush, não estamos à venda”, Ele subiu, sumiu no céu e o público foi à loucura. Estava tudo tão perfeito que às vezes era impossível distinguir se era apenas Roger Waters ou todo o Pink Floyd que estava cantando no palco, a voz de David Gilmour se fazia ouvir como naquele velho vinil, The dark side of the moon, ainda guardado, que ganhei nos meus 17 anos, era incrível, perfeito. Em um show de 2 horas e meia Roger Waters tocou e cantamos (tentei) com ele muitos dos sucessos “Shine on you crazy Diamond” ,“Perfect sense”, “Comfortably numb”, “ Us and them”, “Wish you were here” e todos os outros que nos fizeram seus fãs desde os anos 70 embalando os sonhos de tempos melhores.


         Por Serginho2112 no youtube
         Já no dia 17/01/2009 um dia chuvoso em São Paulo assisti (mos) no Anhembi ao show de Elton John, com sua turnê “Rocket man” que foi aberto pelo também inglês James Blunt que fez o público ir à loucura quando cantou “You’re beautiful”, “Carry you home” e "Same mistake”, as óbvias, tocadas a exaustão nas novelas e nas fms, mas as que eu mais gosto.



        Vestindo um casaco longo estampado com araras e óculos com lentes azuis, Elton John incluiu em seu repertório clássicos de várias fases de sua loonga carreira, como "Sacrifice", "Goodbye yellow brick Road”, “Skyline Pigeon”, “Sad songs” e “Your Song” e nos maravilhou com seu jeito de ser e cantar.



       Os inéditos momentos destes shows, tanto o de James Blunt como de Elton John foram suas performances. Ao se elevar sobre o piano, ficando quase suspenso Elton John levou seus fãs ao delírio assim como, James Blunt quando ao encerrar seu show simula um surf sobre o seu piano.
        A longa expectativa por esse show foi inversamente proporcional ao prazer de assisti-lo. Foi bom? Foi. Até emocionante, mas a chuva, acompanhada do tira e bota da capa, a longa espera para abrirem os portões, e o fato de ter sido um show assistido em pé em um espaço que acho não ter combinado em nada com as baladas de Elton John, me deixaram um pouco frustrada, afinal eu sempre sonhei em assistir ao vivo a um show dele. Bem que poderia ter sido no Morumbi...
        Depois de uma viagem de carro de Natal a Recife no dia 18/03/2010 foi à vez de assistir (mos) a A-ha no Chevrolet hall em Olinda numa noite de chuva, mas que não atrapalhou em nada o que veria a ser um show maravilhoso. Mesmo com o atraso de quase uma hora. Iria começar às 22 horas, e só começou as 22: 45, quando o vocalista Morten Harket subiu ao palco e falou que estava com problemas de voz e solicitou a ajuda do público para cantar com ele. Isso não foi empecilho para o que se seguiu quando toda a platéia que lotou o espaço cantou todas as canções. Músicas como, “Living Daylights”,” Hunting High and Low”, “The Sun Always Shines on the TV” e “Take on me”, foram catárticas. Mesmo com a voz falhando ele não decepcionou e de maneira descontraída embalou com suas canções os jovens e os não tão jovens, como eu, claro. Foi um belíssimo show!

        Por toda a trajetória e a história em torno da banda, os Beatles, forjadora de um estilo e de comportamentos a expectativa deste último show, no dia 21/11, foi uma estória a parte. Na minha infância eles eram tão inatingíveis, estavam tão distantes de mim, de minha realidade, que ter a oportunidade de ver um de seus integrantes ao vivo, agora depois de toda uma vida, foi uma sensação única, uma experiência única! Estar lá ao vivo, compartilhar aquela emoção, aquela energia, uma “sinergia”, fez e faz toda a diferença!



       Cada um a sua maneira, dentro de suas peculiaridades me tocaram, me fizeram reviver o tempo em que eles eram para mim apenas uma voz que embalava minha infância, minha adolescência e passaram a ser o espetáculo que me transportaram do sonho para a realidade!

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