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segunda-feira, 31 de maio de 2010

V ou F?

        Ontem fomos tomar um cafezinho da tarde, daqueles que se prolongam até o final da noite e quase temos que sair expulsos do shopping, é sempre assim, conversa não falta...
         Conversa vai, conversa vem, gente que vai, gente que vem e nessa roda viva percebemos que nada menos que sete moças passaram ou ali estiveram portando bolsas Louis Vuitton. Não que seja de nossa conta, cada um usa o que quer e do jeito que quiser mas, pela "alta incidência"do artefacto, nosso grupo iniciou uma discussão sobre a veracidade do cobiçado acessório. Em uma cidade provinciana como Natal, um grande número de bolsas LV em um espaço físico tão pequeno, desperta no mínimo curiosidade e comentários do tipo, será verdadeira ou falsa?!
          Hoje cada vez mais as pessoas querem ser reconhecidas pelo que têm e pertencerem a certos níveis sociais, então nesse sentido ter uma bolsa LV, considerada um ícone de luxo (mesmo que seja falsa), é tudo! Mas, para mim não é nada, pois se tem uma coisa que eu acho o fim é ver as pessoas usando bolsas falsas, -compre uma mais barata original, mas não compre uma falsa!
           Afinal, como dizem as más (?!) línguas  "se comprou para os outros verem melhor comprar uma falsa para combinar com a personalidade".

sexta-feira, 28 de maio de 2010

MINHAS MÚSICAS

      Continuando a falar de músicas... minha preferência musical é muito diversificada e de certa forma, parou no tempo!
Selecionadas no meu mp se encontra Beatles, A-ha, Pink Floyd, Bee Gees e até Abba (vê como sou antiga?). Elton John, Johnny Mathis, Louis Armstrong, a latinidade de Santana, a música francesa de Piaf, Aznavour, Henri Salvador, Francis Cabrel, Carla Bruni, Corneille, entre outros. Música brasileira, ah! Chico Buarque, Ana Carolina e a bossa nova de Tom Jobin, Stan Getz com o destaque para a música que mais gosto!? ( será que dá para escolher entre tantas de tão variados gêneros, uma só?). Talvez, para mim Corcovado é "a música", aquela que me transmite paz e transporta para um mundo de tranquilidade pela leveza e suavidade de seu arranjo como da voz de seus interpretes, mesmo que não venha acompanhada de um clipe com belas paisagens como o clipe abaixo, diga-se de passagem uma bela homenagem ao Rio de Janeiro  ( fecho os meus olhos e através dos sons fantasio minha paisagem, encontro minha harmonia...).


Por Swank57, no youtube.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

BELAS MÚSICAS - HENRI SALVADOR

      Tem mais de uma semana que o mesmo cd toca no som de nosso carro. É Révérance (2000) de Henri Salvador, considerado "o mais brasileiro dos cantores franceses", nascido na Guiana Francesa, do alto de seus 90 anos (quando morreu em Paris) era considerado uma instituição na França mas, não foi tão celebrado no resto do mundo como merecia. Possuia uma maneira leve e intimista de cantar que influenciou Tom Jobin (justamente com esta música, Dans mon île) quando do surgimento da Bossa Nova, considerada por ele a música mais bonita do mundo.


       Por Tierranadie no youtube 
       Para quem não admira (há quem tenha essa capacidade!) a música de um Charles Aznavour, de uma Edith Piaf, clássicos da música francesa ou até para quem entorta um pouco o nariz para este tipo de música, Henri Salvador pode ser a ponte para se mergulhar por essas praias. Bonne chance!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

LOST, O FIM ?

      Durante as seis temporadas de Lost, quem assistiu, foi aos poucos sendo transportado para um mundo de espaço e tempo imprecisos graças a flashbacks e teorias de viagem no tempo, e como os personagens, foi ficando cada vez mais perdido... Algumas pessoas me perguntavam porque eu ainda continuava a assistir a algo cujo os idealizadores haviam perdido o fio da meada mas, eu sempre achei que eles encontrariam um caminho satisfatório para o fechamento da série. Nos últimos episódios começou a se delinear um fim com  poucas respostas e muitas lacunas decorrentes de um roteiro  recheado de estórias paralelas que pareciam não precisarem ser resolvidas e de teorias das mais diversas linhas de pensamento que não se conectavam. Foi assustador...
       Como ficção Lost foi um projeto ambicioso e inteligente, com uma belissíma fotografia que fechou o ciclo unindo o primeiro ao último capítulo deixando em segundo plano os mistérios e lacunas não resolvidaos em episódios e até em temporadas (algumas que funcionaram, acho eu, com o objetivo puramente comercial haja vista o pouco que acrescentou e o grande sucesso da série).
        Porém, Lost revelou-se apesar de tudo uma estória além da imaginação onde os personagens nomeados propositadamente de Locke, Rousseau, Hume, Faraday, etc. de vidas e personalidades tão diferentes buscavam se encontrar ajudando-se entre si. Metafóricamente as teorias filosóficas, científicas, mitológicas que não se conectavam foram abandonadas e predominou no final uma abordagem religiosa.
Como eu em algum momento cheguei a pensar, eles estavam mortos. A mensagem ( pelo menos para mim)... foi que tudo que os personagens vivenciaram na ilha, vivemos em nossas vidas, a busca para sobreviver ansiando por nos tornar melhor e viver em paz, no caso de Lost, morrer em paz, aceitando (durante toda a estória é mostrada a grande dificuldade do cético Jack, último a aceitar a própria morte) que esta, a morte pode ser só mais uma etapa da vida, onde finalmente podemos nos reunir aos que amamos sem que isso seja considerado necessariamente o fim, e sim, um novo começo...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

50 Anos

50 anos de Brasília, 50 anos de Airton Senna, 50 anos de música de Roberto Carlos... meus 50 anos. Não sei porque damos importância a determinados números mas, na maioria das vezes damos.
Nasci em uma época que a vida era de uma simplicidade (pelo menos eu a percebia assim), não havia televisão, colocava-se cadeiras nas calçadas para conversar, as pessoas se visitavam sem que precisasse de motivos para isso, telefone era luxo, as mulheres (mães) cuidavam de seus filhos sem esse corre-corre, as crianças brincavam livremente ( brincadeiras que exploravam o lúdico, que saudade...). Uma época que parece distante anos-luz do nosso mundo moderno repleto de tecnologia mas, que está a cinco décadas atrás.
Me sinto vulnerável, paradoxalmente, quando não estou me vendo no espelho não sinto ter 50 anos mas, existem momentos que tomo consciência que meu tempo tornou-se escasso e que ele está assustadoramente por um fio como se o tempo que separava 49 de 50 fosse um divisor de águas para um iminente fim (uma contagem regressiva?!). Comecei então a me preocupar com a saúde, principalmente procurando manter o cérebro ativo, fazendo curso de idiomas (adoro francês), lendo e agora escrevendo aqui no blog (morro de medo do alemão, rs,rs).
O tempo urge...um tempo que pode ser amigo ou inimigo, o importante é não ser tão crítico, fazer tantos julgamentos sobre a vida. Afinal, nela, você perde algumas coisas mas ganha outras, faz parte da sua essência, perdas e ganhos, encontros e desencontros... c"est la vie!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

GOSTO DE RENOVAÇÃO

Na data de hoje, 21/05, há precisos 12 anos, nos mudávamos de uma casa para o apartamento onde moramos atualmente. Embora seja um período relativamente curto, já me sinto inquieta desejando mudar. Início de novo decênio (2010), de nova década de vida (50 anos) sugerem mudanças... Assim estou naquela de buscar imóveis na net e nos jornais para visitar. Tarefa que diga-se de passagem não é das melhores mas, que vale a pena quando penso no resultado final. Novo espaço, nova decoração, novos sonhos... novos tempos...

POESIAS

Um dia desses, uma amiga me enviou por e-mail um poema de Adélia Prado "Quanto jeito que tem de ter amor", lindo... dias depois, na minha leitura diária do blog Conexão Paris, alguém citou outro poema "Casamento", e eu fiquei curiosa... daí comecei a pesquisar sobre essa mulher de tanta sensibilidade expressa de forma tão limpa, clara, que me deixou apaixonada. E como sinto que assim como eu, deve existir muita gente que apenas a conhece de nome, decidi começar homenageando-a, publicando um poema seu (me identifiquei com ele, rs,rs).
A bela adormecida
Estou alegre e o motivo
beira secretamente a humilhação,
porque aos 50 anos
não posso mais fazer curso de dança,
escolher profissão,
aprender a nadar como se deve.
No entanto, não sei se é por causa das águas,
deste ar que desentoca do chão as formigas aladas,
ou se é por causa daquele que volta
e põe tudo arcaico como matéria da alma,
se você vai ao pasto,
se você olha o céu,
aquelas frutinhas travosas,
aquela estrelinha nova,
sabe que nada mudou.
O pai está vivo e tosse,
a mãe pragueja sem raiva na cozinha.
Assim que escurecer vou namorar.
Que mundo ordenado e bom !
Namorar quem ?
Minha alma nasceu desposada
com um marido invisível.
Quando ele fala roreja,
quando ele vem eu sei,
porque as hastes se inclinam.
Eu fico tão atenta que adormeço
a cada ano mais.
Sob juramento lhes digo:
tenho 18 anos. Incompletos.
Adélia Prado

... EU CONFESSO...

Ao contrário do que cantava Nelson Gonçalves naquela velha canção, do que gosto, vou usar esse espaço para confessar. Eu gosto de gostar, de estar com a família, mais ainda quando estamos desfrutando de aromas e sabores ao redor de uma boa mesa, de viajar ( ah! Paris...), de ler, de decoração, de música (neste tema parei um pouco no tempo), de artes em geral e de outras coisitas que lembrarei aos poucos. Como tenho lido alguns blogs nos últimos tempos que passeiam por variados temas, pensei que eu poderia também fazer uma incursão por estas praias mostrando um pouco de minhas impressões,minha visão de mundo. Para começar, não sei como se escolhe neste vasto universo de temas algo específico para começar... vou tentar, começando por amenidades...
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