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terça-feira, 30 de novembro de 2010

BREVE TOUR CULTURAL EM SÃO PAULO

      No dia anterior ao show de Paul McCartney, aproveitamos para fazer um pequeno grande tour cultural em São Paulo. Embora rápido foi muito proveitoso, se é que posso descrevê-lo desta forma.
      Visitamos o Museu da Língua Portuguesa que para nossa sorte está apresentando (de 24/08 a 30/01/2011) a exposição "Fernando Pessoa, plural como o universo”, que homenageia a vida e a obra de um dos grandes poetas do século XX. É uma exposição dividida em vários espaços. No primeiro, poderíamos entrar em cinco pequenas cabines, onde eram projetados trechos de poemas do próprio Fernando Pessoa e de seus heterônimos, Ricardo Reis, Alberto Caieiro, Álvaro de Campos e Bernardo Soares, de uma forma interativa onde foram utilizados recursos tecnológicos para que a cada vez que o visitante levante o braço, captado por um sensor os poemas fossem mudando. Em um segundo espaço parecendo um labirinto estão dispostos, brincando com o visitante, vários trechos de poesias e imagens do poeta e em um outro espaço várias livros e manuscritos do poeta estão expostos em uma espécie de mesa-vitrine.





      Ali vizinho, fomos também à Pinacoteca, visitar as obras de seu acervo composto de obras de Lasar Segall, Portinari, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti entre outros. Como era precisamente o feriado da consciência negra, para celebrar este dia, a Pinacoteca está com a bela exposição do fotógrafo Ricardo Telles,"O Lado de lá - Angola, Congo, Benin" de 20/11 a 09/01/2011, que retrata a vida na África. Também não perdemos a oportunidade de ver as obras expostas no Parque da Estação da Luz, que possui esculturas de Lasar Segall, Victor Brecheret, Amílcar de Castro, entre outros.

Foto de Ricardo Telles

Escultura no Parque da Estação da Luz

       Com o titulo dado à exposição, “Há sempre um copo de mar para um homem navegar" visitamos a 29ª Bienal de 25/09 a 12/12/2010 no Pavilhão da Bienal no Parque Ibirapuera, uma exposição de arte contemporânea hoje cada vez mais multifacetada por utilizar diversas vias de expressão e que por isso são efêmeras ou descartáveis não sei bem, mas que não acrescentam muito a história da arte. Vi algumas obras de impacto, e muitas outras, que no meu mínimo entendimento de arte não dizem muita coisa, ou coisa nenhuma. Nesse copo de mar, vemos é que cada artista busca seu espaço, sua identidade, se expressando através de sua criatividade, de suas obras. Os desenhos do artista Gil Vicente que retratou a si mesmo matando personalidades, o grande painel de Jean Luc-Godard sobre Saravejo, e as cabeças gigantes dos animais que simbolizam o horóscopo chinês de Ai WeiWei foi o que chamou mais a minha atenção.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

LAGOS ANDINOS PARTE III - DESCOBRINDO A ARGENTINA

        Continuando a travessia dos Lagos Andinos saimos do Parque Vicente Perez, e chegamos à cidade fronteiriça de Puerto Frias, cidadezinha onde fizemos os tramites de entrada na Aduana Argentina, e onde navegando pelo Lago Frias se pode contemplar a belíssima vista do Cerro Tronador com seus 3.491m. Daí saindo de ônibus para Puerto Alegre tomamos o barco para navegar pelo Lago Nahuel Huapi e chegamos ao Puerto Pañuelo, o porto que fica em frente ao hotel Llao Llao, o melhor hotel de Bariloche.

Paisagens do nosso trajeto



PORTO BLEST

       O nosso almoço foi em Porto Blest, bem fraquinho por sinal em um daqueles galpões que chamam de restaurante e embarcamos novamente para irmos a Porto Cântaros. Aí se sobe quem quiser, claro, os 650 degraus de uma escadaria de madeira cercada de uma vegetação exuberante a beira da correnteza que conduz à cascata Los Cântaros alimentada pelo Lago Los Cântaros. Dos seus vários mirantes podemos apreciar uma belíssima paisagem e admirar os diversos saltos e cascatas espetaculares dessa região bem úmida e fria.

Cascata Los Cântaros

Lago Los Cântaros

       Neste trajeto passamos pela Ilha Centinela, onde estão os restos mortais do perito Francisco Moreno e dos barcos ecoa um apito reverenciando um dos mais importantes heróis civis da Argentina. Neste percurso o catamarã é seguido por gaivotas que enfeitam o céu e dão as boas vindas a quem chega a Bariloche. Fora da embarcação o vento e frio são grandes, mas vale a pena pela vista e pela experiência lúdica de alimentar as gaivotas que comem o que esteja em suas mãos. É fantástico!

As boas vindas das gaivotas

BARILOCHE

       Chegando a Bariloche agora na companhia da guia Graciela, bem simpática e falante, nos instalamos no hotel Villa Sofia, um resort bem confortável, mas um pouco distante do centro cívico. Como já conhecia Bariloche de outra viagem em que havia desfrutado de muitos passeios, acompanhamos o grupo na descoberta da cidade no circuito Chico, um city tour rápido pelos principais mirantes do Parque Nahuel Huapi e nos passeios até o Cerro Campanário, que se sobe em um teleférico de cadeirinhas duplas até os seus 1.050m de altitude para de lá ter uma vista maravilhosa de toda a região cheia de vales, lagos e montanhas e cercada de bosques de pinheiros não nativos. Algumas pessoas também subiram o teleférico do Cerro Otto, este uma cabine fechada que leva ao Complexo Cerro Otto e sua famosa Confeitaria giratória, a única da América do Sul, que faz um giro bem devagar oferecendo uma vista de 360º de todo a cidade. No inverno com o Cerro coberto de neve a experiência é mais lúdica, as fotos mais divertidas, o cenário mais bonito...

O mapa da vista de todo o Cerro Campanário

       Fomos também à estação de ski Cerro Catedral, mas como estávamos no iniciozinho do inverno havia pouca neve e o cenário de aventura dos vários esportes radicais como ski, snowboard, quadriciclo (que nos divertiram tanto na viagem passada) entre outros estava vazia, silenciosa, irreconhecível.

Cerro Catedral ainda sem neve

       No centro de Bariloche, passeamos pelo Centro Cívico, pelo comércio que voltado para o turismo é constituído de produtos de couro, chocolate, lã e esportes de inverno. Uma curiosidade da região é o colorido da rosa mosqueta, um vegetal nativo de clima frio que em Bariloche se transforma em cremes, sabonetes, geléias, chás, etc. que graças as suas flores brancas e rosa e com seus frutos vermelhos emprestam a paisagem um colorido todo especial.
       No quesito gastronomia fizemos nosso tour por vários restaurantes tradicionais. Almoçamos no Rincon Patagônico, um restaurante de arquitetura rústica que oferece pratos típicos da região como o cordeiro, pescados como o salmão, a truta e carnes de javali e cervo. Saboreamos um prato delicioso e muito bem apresentado, raviolones de cordeiro ao molho à bolonhesa de cordeiro, acompanhado de um vinho da Bodega Del fin Del Mundo malbec da Patagônia Argentina, almoço sublime! Também degustamos da cozinha da Família Weiss, um dos restaurantes mais tradicionais de Bariloche, bem alto astral, com músico tocando nas mesas para animar a turma que já estava pra lá de animada e que para completar fica em frente ao Lago Nahuel Huapi,uma bela vista! Completamos o tour com pizzas e fondue.

Um excelente restaurante
  
O Lago Nahuel Huapi

       Foram-nos oferecidos dois passeios, um mais radical, feito em uma 4x4 ao Refúgio de Neumeyer e o outro em uma van a Villa La Angostura. Embora preferisse o primeiro, embarcamos para La Angostura. Para nos animar a manhã começou com neve em Bariloche, a cidade ficou linda toda branquinha, fato surpreendente para a época, início de junho.

A surpreendente neve

       Começamos nosso passeio com a guia Graciela que nos ofereceu sempre muitas informações com solicitude e narrando a viagem com fluidez sem a forma mecânica que às vezes vemos. Saindo da cidade entramos em uma via com a verdadeira paisagem da Patagônia, que não é de montanhas e gelo, mas sim sem vegetação, aberta e cheia de ventos fortes que ingressam do pacífico sul. Contorna todo o lago Nahuel Huapi, majestoso que poderia aí ter duas vezes e meia o tamanho da cidade de Buenos Aires e que nasce na cordilheira no Cerro Tronador e vai até o Atlântico (com profundidade variando de 250 a 500 metros de profundidade com temperatura de 6 a 8 graus) e de Porto Blest até o rio Limay (cristalino), que tem aí sua nascente.
       O trajeto é surpreendente pela beleza da paisagem que muda de acordo com a geografia, de planícies a montanhas. Nos primeiros quilômetros percorridos o nosso entorno tinha o predomínio da estepe patagônica com uma vegetação baixa de tons marrons amarelados. Ao entrarmos no estado de Neuquén (audaz) já percebemos uma região que parece desértica, mas que é constituída de paisagens diversificadas provavelmente por sua proximidade com a Cordilheira dos Andes.





VILLA LA ANGOSTURA

       Seguimos em direção a La Angostura cercada de bosques de árvores nativas como o cipreste, utilizado em grande parte das construções, e de cohiues, árvores resistentes que protegem os lagos e podem chegar a 70 mts e 350 anos.
       A cidade de Villa La Angostura,denominada o jardim da patagônia, é muito jovem, tem 75 anos, 22 mil habitantes e localiza-se entre Bariloche e o Osorno, e está situada entre os lagos Nahuel huapi e o Correntoso, sendo a cidade mais próxima do Chile. Fica em frente ao lago Nahuel Huapi que aqui chega à profundidade de 500 metros. É a segunda principal cidade, depois de Bariloche localizada na região do maior Parque Nacional, o Nahuel Huapi. É uma região belíssima formada por lagos, montanhas e bosques e que oferece ao turista (mo), sua principal atividade, uma variedade de esportes radicais nos rios e bosques e de inverno no seu centro de ski Cerro Bayo, que não conhecemos. Ela é portanto uma típica cidade turística cheia de lojinhas, muitas de artesanato e restaurantes, de arquitetura alemã com construções baixas feitas principalmente de pedra e madeira que parece tirada de contos fadas com suas florestas encantadas.
       Aí dois destaques do passeio, o rio Correntoso o menor rio com 241 metros e com uma descida natural de 520 metros, que une os dois lagos o Correntoso e o Nahuel Huapi e um pequeno bosque de Arrayanes, uma árvore cor de canela e com troncos contorcidos próprios de região úmida, como a margem dos lagos. Seguramente é uma cidade para se conhecer com tempo e calma para desfrutar de tanta beleza!

Bosque de Arrayanes

Correntoso, o menor rio

BUENOS AIRES

       Chegando a Buenos Aires o nosso guia Gustavo nos pegou no aeroporto para nos levar ao hotel Galerias, e depois de instalados saímos todo o grupo para comer as famosas empanadas no restaurante Les Imortales, aprovadas pela maioria.
       No dia seguinte saímos para um city tour pela cidade, conhecendo a histórica Plaza de Mayo, a belíssima Catedral Metropolitana, a Casa Rosada, o bairro de Palermo com suas residências famosas, o complexo de restaurantes do Porto Madero e sua bela ponte La Mujer de Calatrava, o colorido do Caminito com seus bares e dançarinos de tango, La Boca e o famoso estádio La Bombonera. À noite fomos à casa de tango Senhor Tango, considerada a melhor, mas há controvérsias! Aqui o grupo se dispersou mais na ida a passeios, restaurantes e que culminou com o retorno ao Brasil, em vôos diferentes.
       Assim foi a nossa viagem aos Lagos Andinos, que com seus imensos lagos de águas cristalinas, seus bosques, sua majestosa cadeia de vulcões cheios de neve transformam a paisagem de pequenas e agradáveis cidades em um roteiro imperdível e com um cenário inesquecível. A natureza está presente em tudo e enche os nossos olhos. Parece até clichê, mas não é...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PAUL MCCARTNEY EM SÃO PAULO 22/11/2010

                  
                        Por Marcelocom no youtube

          Finalmente alguém postou esta música no youtube, porque eu não estava lá no Morumbi no dia 22/11, mas gostaria de ter estado para ouvi-la ao vivo. Maravilhosa!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

PAUL MCCARTNEY EM SÃO PAULO - 21/11

      Tendo como cenário um estádio de futebol lotado por mais de 60 mil pessoas e uma lua cheia linda no céu assisti (mos) a um show inesquecível, se é que só esta palavra pode descrever tanta emoção. Foram quase três horas de apresentação que se passaram depressinha. Não é a toa que existem pessoas que vão assistir em diversas cidades ao show. Eu certamente assistiria, e me emocionaria, e cantaria, e gritaria como senti e fiz.
      Contradizendo a meteorologia não choveu e uma lua solitária em um céu sem estrelas brilhou junto a Paul McCartney a única estrela que esbanjando simpatia, talento e muiiita saúde emocionou e divertiu à todas as gerações ali presentes, acompanhado é claro por uma banda formada por músicos excelentes.
       Foi um show completo, perfeito, com homenagens à Linda (My Love), George Harisson (Something) e John Lennon (Here today), dois bis, fato inédito, com sete músicas e um delírio total. Foi tudo que li e vi na mídia e muito mais porque eu estava lá. Há quem prefira assistir em casa e se pergunta o porquê de se enfrentar toda a aquela loucura, mas, sentir toda a energia, a emoção da música cantada em coro com seu ídolo não tem preço!





terça-feira, 16 de novembro de 2010

LAGOS ANDINOS PARTE II - CONHECENDO O CHILE

       O Chile tem o poder de nos maravilhar com suas belas paisagens e cidades, como a sua capital Santiago, que tem sua história contada em cada edifício e monumento e em outras pequenas, mas não menos interessantes que tive o prazer de conhecer. Sem falar na monumental Cordilheira dos Andes que fascina a todos com sua imponência e beleza.

SANTIAGO

       Depois de nos instalarmos no hotel Galerias, no centro de Santiago, junto com o guia da cidade, o Luís, fizemos um city tour para conhecê-la um pouco, os seus prédios históricos, como o Palácio de La Moneda, sede do governo federal, onde é possível assistir a troca da guarda na Plaza de La Constitución, dia sim, dia não, o que infelizmente não tivemos oportunidade de ver. Passeamos pelos seus bairros principais e fomos a Plaza de Armas que já foi o centro político, social e econômico e está rodeada por edifícios de importância histórica como a Catedral Metropolitana, os Correios e o prédio do Museu de História Nacional e da Prefeitura da cidade, esta praça é o palco constante de manifestações políticas e sociais.

Palácio de la Moneda

                                                          Catedral avariada pelo terremoto

       Fizemos um passeio meio frustrante ao Cerro San Cristóbal, a maior colina da cidade, transformada em Parque Metropolitano e de onde se tem uma bela vista de Santiago, já que o funicular e o teleférico que permitem o acesso a todo o parque estavam quebrados... Ficamos na metade do caminho... Restando apenas algumas fotos da bela vista da cidade...
       Como não poderia deixar de ter, fizemos um passeio gastronômico pelo Mercado Municipal com sua variedade de peixes e frutos do mar como a centolla, o loco, mariscos diversos e o seu rico artesanato, principalmente de produtos feitos com cerâmica, utensílios de cobre, estatuetas de madeira e as jóias em prata com a pedra lápis lazúli. Aí, almoçamos no restaurante El Galeon e pude degustar de um peixe saboroso denominado Reineta Austral, penso que um dos peixes mais gostosos que comi, fica como sugestão!

                              

       Passeando pela cidade, visitamos depois o Cerro Santa Lucía, localizado próximo ao belo edifício da Biblioteca Nacional, uma colina no centro da cidade, cheia de degraus, com um castelo e caminhos que nos levam ao cume e que nos permite ter uma visão panorâmica de toda a cidade cercada pela cordilheira, com o por do sol como vimos, vale a pena subir, embora sem esperar muito da estrutura pois não é bem conservado. Fiquei me devendo por falta de tempo conhecer La chascona, a casa de Pablo Neruda e o Museu de Arte Pré- colombiano, que estavam nos meus planos conhecer.
    
                          
                                     Santiago vista do alto do Cerro Santa Lucía

      Por indicação do Bira, nosso guia brasileiro, fomos jantar no Como Água para Chocolate, um restaurante aconchegante, uma agradável surpresa,situado no Pátio Bellavista, um centro gastronômico, cultural e turístico de Santiago, no bairro de Bellavista, considerado um bairro boêmio por reunir uma grande quantidade de restaurantes, cafés, teatros e uma grande feira de artesanato e onde nosso pequeno, mas animado grupo degustou a culinária típica chilena e provou do seu aperitivo, pisco sour, um drink preparado com pisco e limão, muito gostoso por sinal.
       Escolhemos fazer um passeio à vinícola Concha y Toro, e lá conhecemos seus parreirais, aprendemos um pouco sobre a fabricação do vinho, degustamos dois deliciosos vinhos reserva um da uva Carmenére, o Tinto (Marquês de Concha), e o reserva Sauvignon Blanc e Riesling (Late harvest), e como souvenir carregamos durante toda a viagem as duas taças da degustação, um presentinho de grego. Aí também podemos conhecer a lenda do vinho casillero Del diablo e fotografar a parte mais antiga da adega onde dizem se passou a lenda.

                          
                                  Parte antiga da adega com " El Diablo" ao fundo

      Em outro dia visitamos o centro de ski Valle Nevado, um complexo com toda infra-estrutura para quem gosta do esporte, que iria abrir sua estação somente daí a uma semana. A vista que se tem de todo a cordilheira é belíssima, são mais de 3000m de altitude e depois de subir mais de 50 curvas onde só andam carros de até médio porte, podemos desfrutar de sua bela paisagem e nos divertir brincando de skibunda e para esquentar degustamos na cafeteria um choconhaque.

PUERTO MONTT

      Visitamos o porto pesqueiro na próxima cidade de Puerto Montt, seu mercado de frutos do mar e peixes, de uma rica variedade de cores, tamanhos e cheiros até então desconhecidos, tinha como destaque a Centolla, um carangueijo gigante, o Congrio rosa, o Loco e passeamos também por sua feira de artesanato com artigos de lã de alpaca e ovelha, madeira e cerâmica, na avenida costeira. Nesta pequena cidade se dá o início da rota de travessia dos Lagos.

PUERTO VARAS

       Em Puerto Varas, próxima parada, nos hospedamos no hotel Cabañas del Lago situado na parte alta da cidade, estrategicamente localizado, com uma vista panorâmica da cidade, bem em frente ao Lago Llanquihue ( lago profundo) que de tão grande parece o mar, e com uma vista espetacular do vulcão Osorno (lugar onde mora o demônio) com seus 2652 metros de altitude e o Calbulco (águas azuis). No percurso da travessia até Bariloche (povo de trás da montanha), paramos nos saltos do Petrohué (lugar de neblina), que formam adiante o Lago Todos los Santos, com suas águas cor de esmeralda, que junto com o Lago Frias e Nahuel huapi (ilha do tigre) formam uma trilha de águas de Puerto Varas até Bariloche.

                          
              A cidade de  Puerto Varas e o lago Llanquihue vistos da varanda do hotel
                                            
                          

       À noite, sugerido pelo Bira, fomos passeando pela orla do Lago Llanquihue até o restaurante Fogón Las buenas brasas, um ambiente acolhedor com pratos clássicos de peixes e frutos do mar, onde servido pelo garçon brasileiro Max, podemos experimentar da centolla (puche de centolla) e do congrio rosa (congrio ao molho de camarão com arroz árabe) acompanhado de um delicioso suco de framboesa e seguido de uma deliciosa sobremesa, panqueca Alasca recheada de framboesa com calda de chocolate e framboesa, deliciosa!
       Daqui saímos para visitar uma cidade turística, antiga colônia alemã chamada Frutillar, situada na beira do Lago Llanquihue, maior lago do Chile. Nesse trecho a visão do vulcão Osorno é mais presente, linda... Depois atrelado a esse passeio ou vice-versa tentamos subir ao topo do vulcão para conhecê-lo mais de perto, mas o tempo não ajudou. Ficamos na metade do caminho, na primeira base, que se chega de teleférico, mas valeu à pena, seja pelo contato com a neve, seja pela fantástica paisagem.

                                               
                                                       Os companheiros de viagem   
                              
 
                                                            A Cafeteria do vulcão Osorno

       Apreciamos também nesta região, em um restaurante rústico Rancho Espantapájaros, situado em uma fazenda, uma outra forte influência gastronômica do local, as carnes de cordeiro e javali, criadas na própria fazenda junto a lhamas e avestruz. Degustamos de uma cozinha rústica, típica, onde experimentei da carne de javali, diga-se de passagem, macia e saborosissíma.
       Durante todo o trajeto seja de ônibus ou de barco, nem sempre o tempo ajudou principalmente na travessia de barco que é a alma do passeio, onde depositamos as expectativas da viagem, não aproveitamos muito bem das paisagens com o céu encoberto e muitas vezes chuviscando.

                          
                                           Nossa paisagem quase que constante

PEULLA

       Depois do sobe e desce de ônibus e de quase duas horas navegando no lago Todos los Santos, chegamos à pequena e tranqüila Peulla (brotos de primavera) parada obrigatória da travessia, onde nos hospedamos no hotel Natura Patagônia, um paraíso situado no meio do Parque Nacional e voltado para o lago, cercado por bosques e de toda a exuberância da natureza, uma paisagem privilegiada onde fechamos a noite na alegria de um belo e divertido jantar! Se o tempo estiver bom o que não foi nosso caso aí se pode praticar um turismo de aventura, seja arvorismo, cavalgada, passeios de lancha e de 4x4.

                          
                                                       Paisagem bucólica de Peulla

       No outro dia saímos em viajem por estradinhas estreitas, de paisagens bucólicas, onde impera a natureza. Fizemos os tramites de saída na Aduana Chilena, passamos pela Casa Pangui (cachorros de puma), da polícia da Patagônia e navegamos no Lago Frias com suas águas verdes até Puerto Frias onde se encontra a Aduana Argentina, completando a travessia do Parque Nacional Vicente Perez Rosales e chegando finalmente à fronteira Chile- Argentina, entrando no Parque Nacional Nahuel Huapi.

                          
Vista de Peulla e a estradinha bucólica saindo do Parque Nacional Vicente Perez

                           

       Confesso que passados cinco meses da viagem, a memória me traiu um pouco, afinal foram muitas informações, de vários guias, uns mais prolixos outros menos, Luis em Santiago, Elvis em Puerto Montt e Porto Varas, Victor em Peulla, Graciela em Bariloche e Gustavo em Buenos Aires, mas que, no entanto nos ensinaram e divertiram muito.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A MULHER NO PODER

       Pouco a pouco, discretamente as mulheres estão chegando cada vez mais ao poder. Será porque o mundo governado pelo homem não está dando muito certo? Ou será que se espera que elas levem para a política funções femininas que desempenham em casa, seja no trato com os filhos, seja na administração das despesas? Ou ainda que imbuídas de um instinto maternal elas sejam mais gentis, cuidadosas e até mesmo mais honestas?
        Inegavelmente a mulher construiu um espaço importante na nossa sociedade. Tivemos agora a eleição de Dilma Rousseff, primeira mulher presidente do Brasil, e o nosso estado, o Rio G. do Norte, terra de Alzira Soriano, a primeira prefeita (na cidade de Lages) da América do Sul, elegeu sua segunda governadora, Rosalba Ciarlini, tem como prefeita Micarla de Souza e elegeu agora sua primeira reitora, a professora Ângela Paiva.
        Graças a algumas das características femininas como a sensibilidade, a afetividade, uma percepção aguçada, acho que se espera dela, a forjadora de um mundo mais humano. Infelizmente nossa experiência aqui, por enquanto, vai de encontro a essa expectativa.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MÚSICA FRANCESA - FRANCIS CABREL

       Quem curte uma boa música francesa, já deve conhecê-lo. Assim como o cantor Henry Salvador, eu descobri o cantor e compositor francês, Francis Cabrel, no curso de francês. Sua voz melodiosa e contagiante tanto quando canta músicas românticas como as que falam do mundo ao seu redor, surgiu sob a influência de Bob Marley e de sua guitarra. Suas belas melodias fizeram dele uma das estrelas da música francesa. Músicas como, Petite Marie, Je L’aime à mourir,L’encre de tes yeux, je T’aimais, je t’aime et je t’aimerais e Il faudra Le dire são uma pequena mostra do repertório desse talentoso cantor.




Por Maryse432 no Youtube

terça-feira, 9 de novembro de 2010

PAUL MCCARTNEY NO BRASIL

       O show de Paul Mccartney em Porto Alegre (07/11) foi maravilhoso visto pelas imagens dos fãs que lá estiveram, foi emocionante...E do alto dos seus 68 anos ele se mostra muito bem disposto, simpático para com o público e arrebentando no que ele faz de melhor, cantar e mostrar que é uma lenda viva do rock. Estou em contagem regressiva para vê-lo ao vivo e a cores no Morumbi dia 21/11. Esse clipe de Ingowilges no youtube retrata bem como foi o show. De arrepiar!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

LAGOS ANDINOS PARTE I - UMA PARADA EM SP


      Só queremos um pé para visitar SP e sair da rotina de nossa cidade...Gostamos de viajar para SP e desfrutar de sua vida cultural, do que ela tem de plural como metrópole, bons restaurantes, bons espetáculos e eventos para todos os gostos e bolsos, é perfeita! Nesta breve estadia, de 04 a 06/06, escolhemos fechar a noite no D.O.M., o restaurante do Alex Atala. Pura sorte, não reservamos, mas qundo chegamos alguém havia desistido, uma mesa para quatro, perfeito! Com uma iluminação intimista e uma decoração clean, neste ambiente iluminado por um belíssimo lustre negro degustei de um dos melhores jantares de minha vida. O prato principal, um linguado com farofa de maracujá (não era qualquer farofa), vinagrete e arroz vermelho, era uma mistura sui gerneris de sabores que davam ao linguado (macio) um toque agridoce. A sobremesa denominada de priprioca, nada mais era que um pudim de leite, que nunca havia saboreado um igual, suave, que se desmanchava na boca, acompanhado de um ravioli de limão e banana ouro, novamente uma mistura de sabores agridoces típica da culinária de Alex Atala que brinca com diferentes ingredientes que parece não combinarem, mas que se complementam, se harmonizam. No final um jantar leve e soberbo.
        Corpos, a exposição




        No domingo, dia em que acontecia a parada gay, segundo maior evento da cidade, perdendo só para a Fórmula 1, fomos para o Parque Ibirapuera, mas precisamente para a Oca onde acontecia a exposição Corpos. Todo o espaço estava tomado por corpos humanos reais, em carne e osso, orgãos, músculos, nervos e veias, posicionados de forma a dar  idéia de movimento. À primeira vista parece bizarro, e não fugimos ao pensamento de que aqueles corpos pertenceram a alguém, e agora estão expostos daquela maneira, mas racionalizando vemos com interesse ao que eles se propõem, nos mostrar de uma forma didática como dar importância ao que levamos durante toda  a nossa vida, nossos corpos, e que muitas vezes não nos damos conta, cuidando de maneira correta, adequada. São impressionantes as imagens, e esteticamente o trabalho idealizado pelo professor Roy Glover é primoroso, rico em detalhes. Hoje esta exposição encontra-se no Park Shopping, em Brasília.


VIAJANDO POR PACOTE

      Devo a mim mesma a escrita deste post de muito tempo... Precisamente desde que cheguei da viagem aos Lagos Andinos de 06/06 à 19/06/2010. De lá para cá ocorreram tantas coisas, mudança, o próprio corre-corre diário que o tempo passou rapidinho... Decidi por escrevê-lo agora!
       Na maioria das vezes ao programarmos nossas viagens pesamos os prós e os contras de irmos de pacote ou por conta própria. Foram só duas vezes que optamos por pacote e para nossa sorte foram viagens excelentes, salvo o cansaço que causa esse tipo de viagem, mas que tiramos de letra já que nos disponibilizamos, estamos abertos a tudo para aproveitarmos bem a viagem.
        A primeira vez foi pela CVC/ Europamundo, quando viajamos pela Espanha, Itália e França. Fora o cansaço e o corre-corre com mala para cá e para lá, aproveitamos o máximo cada cantinho turístico ou não, já que sempre fazemos nosso roteirinho paralelo. Como iniciamos por Madri, nosso guia começou desde aí (cidade matriz da Europamundo), um excelente guia, diga-se de passagem, preparadíssimo e que certamente fez a diferença.
         Agora para os Lagos Andinos escolhemos novamente a cvc, e não foi diferente! Saímos de São Paulo já com nosso guia (o Bira) que foi durante toda a viagem a cabeça pensante para a solução de todos as questões práticas, nos restando apenas desfrutar os bons momentos e paisagens da viagem. Acho que tivemos sorte, não sei bem, mas fora as mudanças de transporte que fazem parte do trajeto dos Lagos (avião, ônibus e catamarã) que desgastam um pouco, fizemos uma viagem maravilhosa junto a um grupo divertidíssimo.
         Na minha pouca experiência, vejo que cada tipo de viagem tem seus prós e contras, quanto ao tipo de acomodação, por exemplo, você tem preferência por hotéis bem localizados, em pacote só ficamos em hotéis muiiito bons, mas um pouco distantes do centro das cidades. Fazer esse tipo de viagem requer disponibilidade para aceitar regras e horários, estar sempre atento ao que está incluso no pacote ou não e não aceitar todo passeio opcional oferecido pela agência, pois será nesse momento que você aproveitará para pôr em prática seu próprio roteiro e conhecer mais a cidade.
          Se um pacote assim atende as suas necessidades principalmente se você é marinheiro de primeira viagem e prefere ter o respaldo de profissionais preparados, essa é uma boa escolha. Já ao viajar por conta própria você planeja tudo o que quer conhecer, o tempo de permanência, o hotel com boa localização e bom preço, tudo de acordo com seu gosto com a vantagem de já começar a viajar na própria programação da viagem. Em ambos os casos, o que não se pode esquecer é de levar todos as informações impressas, reserva de hotéis, passagens e documentos que comprovem onde/que você adquiriu a compra da viagem, pois sem isso de repente se pode transformar um sonho em pesadelo.

  
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