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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

DESEJOS PARA 2011

       
         Com as Festas de Natal, o Ano Novo, o Réveillon... Eita, e o ano voou! E começam os novos planos, os novos desejos para o ano que começa. Creio que já perdi a conta de quantos projetos já fiz para os anos que passaram, mas é sempre bom ter algumas metas mesmo que nem todas elas venham a ser atingidas. Primeiro de tudo, agradecer a Deus pelas conquistas do ano que termina, pois em muitas vezes você vê o dedo de Deus direitinho naquilo que você desejou, sonhou, planejou... E o que eu espero que me aconteça ou que eu realize em 2011?

         Das coisas que não dependem diretamente de mim às que requerem totalmente a minha ação:

         A que resolve quaaase tudo? Ganhar na loteria!!!!!

         Ganhar um carrinho, para chamar de meu...

         Ler bem mais do que li este ano, afinal a pilha de livros vem aumentando...

        Sair um pouco desse ócio, começar as caminhadas, que mata dois coelhos, a boa manutenção da saúde e da estética,

        Vender o apartamento e comprar um maior e melhor,

        Fazer belas viagens!

        Manter-me organizada, ter certa sistemática, me cobro muito isso...

        Até agora são sete, não da conta do mentiroso, mas é para dar sorte!

        E o desejo que está implícito... Para todos nós, saúde, amor, alegria, dinheiro, paz, sucesso, a tal da felicidade enfim!

        E você o que espera de/em 2011?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ERA UMA VEZ... O CHEIRO DO NATAL

           Então é Natal... “Então bom Natal, e um ano novo também”!

Canto de Natal (Manuel Bandeira)

O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.

Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.

Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.

Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino

         Como este soneto me transporta para minha infância quando ilustrávamos nossos cadernos ou confeccionávamos nossos cartões de Natal! Já não desfruto do Natal com o mesmo prazer de antes. Antes, significa muitos anos, décadas atrás... Quando o Natal era uma época mágica, havia magia na montagem da árvore que na minha casa não passava de um galho de árvore coberto de algodão e enfeitado de bolinhas coloridas que a cada ano eram repostas, pois iam quebrando e diminuíam de quantidade a cada ano, havia magia na montagem do presépio, havia magia na preparação dos bolos e da rabanada, havia magia em esperar o papai Noel e mesmo quando já não se acreditava mais, a magia estava na espera do presente que ficava escondido até aquele esperado dia, havia magia no colorido das luzes que decoravam as ruas, lojas e casas, havia magia nas mensagens enviadas e recebidas nos famosos e esquecidos cartões de Boas Festas que se esperava ser entregues pelo carteiro, havia magia em passear com minha mãe para ver a decoração da cidade, havia magia em vestir roupa nova para ir a Missa do Galo... O mês de dezembro era mágico, tinha um cheiro, um colorido, um ar de festa diferente...
           Hoje o mundo mudou, as pessoas mudaram, as coisas mudaram, a tecnologia se impôs tornando a vida mais confortável, mais plasticamente bonita mas, também com muita correria, estresse...sem o prazer das pequenas coisas, até os cartões são virtuais , até as canções de Natal não evocam mais o verdadeiro espírito natalino de alegria, fraternidade e amor. Nesta nossa berlinda só se pensa em comprar, comprar e o Natal se transformou em simples trocas de presentes, amigos ocultos e lá se foi o verdadeiro sentido do Natal, expulsaram o Jesus da própria festa... Que pena, não sinto o cheiro do Natal, na minha infância ele tinha um perfume especial que emanava do ar!

Dezembro (Carlos Drummond de Andrade)

Quem me acode
à cabeça e ao coração
neste fim de ano,
entre alegria e dor?

Que sonho,
que mistério,
que oração?

Amor.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

NAVEGANDO NA POESIA DE FERNANDO PESSOA

       “Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?” Livro do Desassossego, Fernando Pessoa.

         Descobri um site sobre Fernando Pessoa (Lisboa 1888/1935) muito bom, maravilhoso, para melhor dizer, é o Portal MultiPessoa, uma iniciativa do Instituto de Estudos sobre o Modernismo, um site completo, rico em detalhes sobre as muitas vidas deste grande poeta. Como ele mesmo diz em seu Navegar é preciso, que “viver não é necessário: o que é necessário é criar”, ele fez disso a sua máxima, criando um estilo próprio e uma característica marcante de sua vida e de suas obras, seus heterônimos. Nos seus 47anos de vida foi muitos e fez muito e o fato de usar a heteronímia para escrever sobre temas complexos e sobre prismas diferentes fez dele um ser contraditório e como bem diz estudiosos de sua obra, enigmático. Não sou grande conhecedora de sua obra, só agora estou navegando (pois é preciso) por esta profusão de poesias e prosas de encher os olhos e a alma que despertaram em mim uma curiosidade maior. Comecei a fazer então a relação dos escritos graças ao MultiPessoa de cada heterônimo com um tema específico e percebi que assim fica bem interessante para se conhecer as idiossincrasias dos muitos Pessoas, ou  apenas do Fernando Pessoa ou talvez, nenhum deles, afinal quem há de saber?

         Como perfeitamente descreveu Saramago, em Heteronímia - As máscaras que se olham, “Cada um de nós é quem é, mas aquele que em nós faz é outro. Fernando Pessoa soube-o melhor que ninguém, e os heterónimos, mais do que «drama em gente», são, cada um deles, a expressão individualizante de um conteúdo plural que se tornou singular no seu fazer-se, um ser que é diferente porque diferente foi o fazer dele (...). Posta a questão nestes termos, seria fascinante ler Ricardo Reis como Ricardo Reis, e não como Fernando Pessoa. E o mesmo com Álvaro de Campos. Ou Alberto Caeiro. Ou Bernardo Soares (...). Há vertigem neste jogo. As máscaras olham-se sabendo-se máscaras. Usam um olhar que não lhes pertence, e esse olhar, que vê, não se vê. Colocamos no rosto uma máscara e somos outro aos olhos de quem nos olhe. Mas de súbito descobrimos, aterrados, que, por trás da máscara que afinal não poderemos ser, não sabemos quem somos. Está portanto por saber quem é Fernando Pessoa”.

          Então transcrevi aqui o Pensar na palavra de Fernando Pessoa e seus principais heterônimos, Ricardo Reis, Alberto Caieiro, Álvaro de Campos e do semi-heterônimo Bernardo Soares. (As poesias e a prosa foram retirados do site MultiPessoa)

          PENSAR (Para Ricardo Reis “Pensar no mundo é complicar inutilmente aquilo que existe sem ser pensado”)

Para quê complicar inutilmente,
Pensando, o que impensado existe? Nascem
Ervas sem razão dada —
Para elas olhos, não razões, tenhamos.
Como através de um rio as contemplemos.

3-9-1932
Poemas de Ricardo Reis. Fernando Pessoa

         PENSAR ( Para Pessoa “todos os sentimentos são fruto do pensamento”)

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

18-9-1933
Poesias. Fernando Pessoa.

          PENSAR (Para caieiro “O mundo não se fez para pensarmos nele, mas para olharmos para ele”).

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

8-3-1914
“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa.

         PENSAR (Para Campos “pensar mais é inútil e incomoda”)

Não estou pensando em nada
E essa coisa central, que é coisa nenhuma,
É-me agradável como o ar da noite,
Fresco em contraste com o Verão quente do dia.

Não estou pensando em nada, e que bom!

Pensar em nada
É ter a alma própria e inteira.
Pensar em nada
É viver intimamente
O fluxo e o refluxo da vida...
Não estou pensando em nada.
É como se me tivesse encostado mal.
Uma dor nas costas, ou num lado das costas.
Há um amargo de boca na minha alma:
É que, no fim de contas,
Não estou pensando em nada,
Mas realmente em nada,
Em nada...

6-7-1935
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa.

         PENSAR ( Para soares “Pensar é viver e sentir não é mais que o alimento do pensar”)

Aquilo que, creio, produz em mim o sentimento profundo, em que vivo, de incongruência com os outros, e que a maio ria pensa com a sensibilidade e eu sinto com o pensamento.
Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar.
É curioso que, sendo escassa a minha capacidade de entusiasmo, ela é naturalmente mais solicitada pelos que se me opõem em temperamento do que pelos que são da minha espécie espiritual. A ninguém admiro, na literatura, mais que aos clássicos, que são a quem menos me assemelho. A ter que escolher, para leitura única, entre Chateaubriand e Vieira, escolheria Vieira sem necessidade de meditar.
Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjectividade. E é por isso que o meu estudo atento e constante é essa mesma humanidade vulgar que repugno e de quem disto. Amo-a porque a odeio. Gosto de vê-la porque detesto senti-la. A paisagem, tão admirável como quadro, é em geral incómoda como leito.

13-4-1930
Livro do Desassossego por Bernardo Soares.Vol.I. Fernando Pessoa.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SHOWS PARA GUARDAR NA MEMÓRIA

        Aproveitando as listinhas típicas de fim de ano e ainda sob o efeito de deslumbramento a que me encontrei depois de assistir ao show de Paul McCartney, resolvi fazer uma breve retrospectiva dos grandes shows que assisti não só este ano, mas nos últimos anos, grandes não só porque foram vistos por um grande número de pessoas, mas porque foram espetáculos de grande porte, porque provocaram grandes expectativas e emoções e porque eram com grandes artistas e ídolos que conquistaram e ainda vêem conquistando várias gerações de fãs. Rememorando me senti nostálgica... Acho que esses shows vão ficar para sempre em minha memória!
        O primeiro grande show a que assisti, foi no dia 24 /03/2007, uma noite de sábado, de céu claro com o estádio do Morumbi lotado. O protagonista, Roger Waters com sua banda na turnê “The Dark Side Of The Moon”, um show memorável, nunca antes havia entrado em um campo de futebol lotado, nunca antes havia assistido a um show daquela grandeza e sentir aquela vibração, a energia de todas aquelas pessoas ansiosas em ver seu ídolo, cantar com ele... Foi maravilhoso! Para mim um verdadeiro deslumbre. O esquente ficou com as olas, as disputas entre lados da arquibancada e os aplausos pelas performances de cada uma delas. E o show começou com a pontualidade britânica e teve como um dos pontos altos o momento em que um grande porco inflável sobrevoou o estádio durante a música “Sheep” e em que se podiam ler frases de protesto como “All we need is education”, “Hey killers, leave our kids alone” e “Bush, não estamos à venda”, Ele subiu, sumiu no céu e o público foi à loucura. Estava tudo tão perfeito que às vezes era impossível distinguir se era apenas Roger Waters ou todo o Pink Floyd que estava cantando no palco, a voz de David Gilmour se fazia ouvir como naquele velho vinil, The dark side of the moon, ainda guardado, que ganhei nos meus 17 anos, era incrível, perfeito. Em um show de 2 horas e meia Roger Waters tocou e cantamos (tentei) com ele muitos dos sucessos “Shine on you crazy Diamond” ,“Perfect sense”, “Comfortably numb”, “ Us and them”, “Wish you were here” e todos os outros que nos fizeram seus fãs desde os anos 70 embalando os sonhos de tempos melhores.


         Por Serginho2112 no youtube
         Já no dia 17/01/2009 um dia chuvoso em São Paulo assisti (mos) no Anhembi ao show de Elton John, com sua turnê “Rocket man” que foi aberto pelo também inglês James Blunt que fez o público ir à loucura quando cantou “You’re beautiful”, “Carry you home” e "Same mistake”, as óbvias, tocadas a exaustão nas novelas e nas fms, mas as que eu mais gosto.



        Vestindo um casaco longo estampado com araras e óculos com lentes azuis, Elton John incluiu em seu repertório clássicos de várias fases de sua loonga carreira, como "Sacrifice", "Goodbye yellow brick Road”, “Skyline Pigeon”, “Sad songs” e “Your Song” e nos maravilhou com seu jeito de ser e cantar.



       Os inéditos momentos destes shows, tanto o de James Blunt como de Elton John foram suas performances. Ao se elevar sobre o piano, ficando quase suspenso Elton John levou seus fãs ao delírio assim como, James Blunt quando ao encerrar seu show simula um surf sobre o seu piano.
        A longa expectativa por esse show foi inversamente proporcional ao prazer de assisti-lo. Foi bom? Foi. Até emocionante, mas a chuva, acompanhada do tira e bota da capa, a longa espera para abrirem os portões, e o fato de ter sido um show assistido em pé em um espaço que acho não ter combinado em nada com as baladas de Elton John, me deixaram um pouco frustrada, afinal eu sempre sonhei em assistir ao vivo a um show dele. Bem que poderia ter sido no Morumbi...
        Depois de uma viagem de carro de Natal a Recife no dia 18/03/2010 foi à vez de assistir (mos) a A-ha no Chevrolet hall em Olinda numa noite de chuva, mas que não atrapalhou em nada o que veria a ser um show maravilhoso. Mesmo com o atraso de quase uma hora. Iria começar às 22 horas, e só começou as 22: 45, quando o vocalista Morten Harket subiu ao palco e falou que estava com problemas de voz e solicitou a ajuda do público para cantar com ele. Isso não foi empecilho para o que se seguiu quando toda a platéia que lotou o espaço cantou todas as canções. Músicas como, “Living Daylights”,” Hunting High and Low”, “The Sun Always Shines on the TV” e “Take on me”, foram catárticas. Mesmo com a voz falhando ele não decepcionou e de maneira descontraída embalou com suas canções os jovens e os não tão jovens, como eu, claro. Foi um belíssimo show!

        Por toda a trajetória e a história em torno da banda, os Beatles, forjadora de um estilo e de comportamentos a expectativa deste último show, no dia 21/11, foi uma estória a parte. Na minha infância eles eram tão inatingíveis, estavam tão distantes de mim, de minha realidade, que ter a oportunidade de ver um de seus integrantes ao vivo, agora depois de toda uma vida, foi uma sensação única, uma experiência única! Estar lá ao vivo, compartilhar aquela emoção, aquela energia, uma “sinergia”, fez e faz toda a diferença!



       Cada um a sua maneira, dentro de suas peculiaridades me tocaram, me fizeram reviver o tempo em que eles eram para mim apenas uma voz que embalava minha infância, minha adolescência e passaram a ser o espetáculo que me transportaram do sonho para a realidade!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

OS LIVROS QUE LI - PARTE II - RETROSPECTIVA 2010

        Com o final do ano começamos a reavaliar o que nos foi favorável ou não naquele ano, e daí começam a surgir as listas ilustrativas destes acontecimentos. Este ano para mim foi recheado de boas leituras... Digo boas porque sempre procuro me informar bem sobre o livro que quero ler, e daí já parto para a leitura sabendo a priori que vou gostar. Claro que existem livros que acrescentam e livros de leitura mais leve e minha leitura oscilou entre estas duas categorias. O problema acho eu, que acontece geralmente é que quando mergulho em uma leitura, me envolvo de uma forma ou de outra com os personagens, com o enredo, a narrativa, e aí costuma ficar complicado fazer uso de minha veia crítica e termino um pouco cúmplice daqueles escritores.
        Comecei o ano lendo, "A cura de Schopenhauer" e "Mamãe e o sentido da vida" de Irvin Yalom ( Este psiquiatra com um estilo de escrever acessível e simples mesmo para quem não é da área, a partir da descrição de seus casos ou da elaboração criativa inserindo grandes expoentes da filosofia aborda em sua narrativa as dores da alma e os aspectos técnicos e teóricos da psicanálise empregados em sua recuperação).
        "Fazendo as malas" e "De malas prontas" de Danuza leão ( Danuza dispensa apresentações, jornalista e escritora escreveu estes dois livros numa proposta diferenciada em se tratando de viagens. Sua narrativa flui e nos convida a conhecer as cidades visitadas sob outra ótica fugindo totalmente do que vemos e lemos nos guias de viagem).
        "As 100 melhores crônicas brasileiras" – uma seleção de Joaquim Ferreira dos Santos ( Embora seja a escolha pessoal do autor (vai sempre faltar aquele escritor especial para alguém), esta antologia organizada pelo escritor e jornalista Joaquim Ferreira é uma viagem divertida pelas letras do século XX e reúne grandes nomes de nossa língua possuindo textos que mesmo tendo sido inspirados naquele momento continuam atuais).
        "O Flanêur – um passeio pelos paradoxos de Paris" de Edmund White ( é um livro da coleção o Escritor e a Cidade que consiste na descrição pessoal de um renomado autor sobre uma cidade de sua preferência, neste livro o autor-flanêur descortina uma Paris que não se encontra em nenhum guia turístico).
        "Germinal" e o "Paraíso das Damas" de Émile Zola ( são dois exemplos do estilo magistral de escrever do francês Émile Zola que descreve em ambos os livros o aspecto social da luta dos trabalhadores em uma França envolta em mudanças econômicas. Pelo próprio contexto um nos mostra com riqueza de detalhes, em uma visão mais negativista, as condições subumanas a que se submetiam os trabalhadores de uma mina de carvão e o outro em uma visão mais positiva o surgimento de uma sociedade de consumo e a luta dos funcionários de um novo comércio, a loja de departamentos, na conquista do seu espaço na Paris das grandes transformações Haussmanianas ).
         "Abril em Paris" de Michael Wallmer ( é um romance carregado de suspense que conta a história de uma Paris pós 2ª guerra e o amor conflitante entre um soldado alemão e uma jovem da Resistência. Uma leitura leve e cativante que nos prende até o fim) e,
         "A Duquesa de Langeais", "Ferragus", "O coronel Chalbert ( seguido ) de A mulher abandonada", "A obra - prima ignorada", "A vendeta ( seguido ) de A paz conjugal", "O Pai Goriot", "O Lírio do vale" e o "Volume I da Comédia Humana" da Companhia das Letras, de Honoré de Balzac (Este como falei no post anterior em sua monumental obra denominada A Comédia Humana, com um estilo próprio e delicioso de escrever e de ler retrata a Paris do século XIX com suas tramas de poder, sedução e dinheiro, ingredientes que inspiram na ficção como na vida real a grandeza e a pequenez da natureza humana).

sábado, 11 de dezembro de 2010

OS LIVROS QUE LI - PARTE I - BALZAC

        Este ano dentre os livros que li, me debrucei especialmente sobre as obras de Honoré de Balzac, um escritor francês de mente fértil, criativo e talentoso que retrata com propriedade as reviravoltas da sociedade francesa do início do século XIX, especificamente a ascensão da burguesia e a decadência da nobreza na França. Sua extensa obra forma o que ele denominou de, “A Comédia Humana”, e exprime tão bem em uma descrição pormenorizada, mas, não aborrecida, os amores, as intrigas, e as ambições inerentes ao ser humano e que estavam tão presentes naquela sociedade. Ele descreve com maestria dando a sociedade um movimento que prende, pois você é inserido nela, envolvido pelas descrições perfeitas seja do ambiente, do comportamento humano ou da sociedade como um todo. Em seus escritos ele se projeta. Era um escritor controverso, pois embora descrevesse de maneira pormenorizada a ambição de seus protagonistas viveu mergulhado em dívidas e fugindo de seus credores, enquanto que em relação a sua vida amorosa, descrevia o desejo de amor ideal revestido de um sentimento profundo e puro sendo sua vida de freqüentes decepções amorosas.

       Comecei por ler o livro Eugénie Grandet, e de lá para cá venho cada vez mais mergulhando nesta sua sociedade recheada de belas balzaquianas capazes de levar os homens a felicidade ou ao infortúnio. Dentre os livros já lidos posso enumerar: Ascensão e queda de César Birotteau, A Pele de Onagro, A menina dos olhos de ouro, Estudos de mulher, A mulher de trinta anos, A duquesa de Langeais, Ferragus, O coronel Chalbert ( seguido ) de A mulher abandonada, A obra - prima ignorada, A vendeta ( seguido ) de A paz conjugal, O Lírio do vale, O Pai Goriot e continuando este último, estou iniciando Ilusões Perdidas que junto ao Esplendores e Misérias das cortesãs, próximo a ler, formam uma trilogia .



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