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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ESPERANÇA NO AMOR


Imagem do Google
                Ele se virou e contemplou o corpo inerte e desfigurado da mulher sobre aquela cama e não pode deixar de pensar em quando a viu pela primeira vez. Era como se tivesse acontecido no dia anterior. Por trás do balcão da perfumaria vestida com aquela roupa de corte clássico, o cabelo preso no alto da cabeça, pouca maquiagem o seu belo sorriso o cativou no primeiro momento que a viu. Foi ousado em seu cortejo e tirou dela um sorriso tímido, mas mesmo assim iluminado. Logo estavam namorando. Ela o fazia completamente feliz, mas sabia que sua felicidade não duraria muito tempo, bastaria que a sua família colocasse seus olhos sobre ela e percebesse ali uma grande diferença social e foi o que aconteceu quando os pais quiseram conhecê-la depois de um tempo de namoro. Não sabia se tinha agido certo, mas na sua insegurança e afã de mostrar aos pais a sua determinação escolheu aquele encontro para oficializar o noivado e apresentar as respectivas famílias. O jantar estava delicioso, mas muito difícil de engolir, o golpe fez com que seus pais falassem o menos possível tornando o ambiente pesado, constrangedor. Quase só se ouvia o tímido tilintar dos talheres na louça como marcando o compasso de uma triste melodia.

              Depois daquele dia sua vida mudou radicalmente. Seus pais foram irredutíveis e o ameaçaram deserdar e como se manteve firme no seu propósito viu a sua carreira na empresa do pai ir por água abaixo. De repente se viu só. Com o pouco dinheiro que havia economizado providenciou uma simples cerimônia de casamento e saiu de casa em definitivo. Sem dinheiro e sem trabalho começou sua vida de casados esperando que o amor minimizasse a sua tristeza. Ela era tudo que ele tinha, a amava acima de suas forças. Assim foi construindo a sua nova família, de emprego em emprego, trabalhando para dar o melhor aos filhos que foram chegando para lhe dar alegrias.
               Se tudo que viveram até ali não foi fácil para ele, para ela menos ainda. Estava acostumada com as dificuldades e sabia lidar com elas, driblá-las era seu forte, mas junto às dificuldades ainda ver a tristeza no olhar e o abatimento daquele homem bonito e cheio de vida que ela conhecera e despertara nela um grande amor, mas que renunciara a tudo por ela foi pouco a pouco lhe tirando o viço, a alegria de viver.
                Ele não se conformava com toda esta situação, vivia o auge de uma grande crise, gastara suas últimas economias neste tratamento para sua esposa, sua esperança estava ali depositada. Via sua vida por um fio e agora estava sem poder contar com ninguém diante de sua mulher, linda, lívida e que amava tanto, renunciando a vida, se deixando levar pela tristeza, deitada quase sem vida naquela cama de hospital esperando um sopro de vida, uma luz. Agora havia entregado a Deus sua sorte e que Ele tivesse compaixão deles e desse mais uma chance para serem felizes com o amor que tanto os unia. Sempre existia uma esperança!

20 comentários:

  1. Oi Val....muito bom te ler...sempre ha esperanca..que bom que ela existe!
    Muito obrigada pelo seu carinho! fico muito feliz quando vc me visita.
    Um bj e um dia de paz a vc...

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  2. Olá querida!!
    Muito lindo. O amor é o maior laço que existe.
    Bjus no coração.

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  3. Oi Valéria.
    Adoro ler os seus contos.
    E este triste mas lindamente escrito. Me prendeu. E o verdadeiro amor vence qualquer obstáculo.

    Um bom dia.
    Beijos.

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  4. Que bom que o amor se fez presente e a esperança os guiaria agora como boa companheira que é!

    Lindo!!beijos,tudo de bom,chica

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  5. Oi Valéria
    Muito triste sua história, merece um final muito feliz depois de tantos obstáculos na vida do casal, o amor deles falou mais alto.
    Esperança é a única coisa que resta aos dois.
    Beijo e bom dia.

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  6. OI, querida Valéria,
    você me deixou sem ter o que dizer, confesso.
    Não esperava esta tristeza toda na história de um amor tão forte que já havia ultrapassado a barreira do preconceito familiar!
    Mas... a vida não é sempre uma festa, né? A ficção tb não tem que ser. Muito bom.
    Bjssssssssssss, quérida!

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  7. Oii Valéria, esse texto daria um texto de novela, vc arrasa na criatividade! Parabéns, tomara que tenha uma segunda parte com final feliz rsrs bjooooss, tem sorteio no Blog!

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  8. Sempre somos inspirados por esta coisa da discriminação/preconceito que tanto mancha a sociedade e que se repete continuamente.
    Uma emocionante historia de amor com todas as mazelas que envolve a vida de cada um.Bela criatividade amiga, a construção perfeita para prender a respiração do leitor.
    Sempre minha admiração com meu terno e carinhoso abraço.

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  9. Olá, querida Valéria
    Sabe, quando adolescente, vivi uma situação semelhante de diferença social... Na época, fiquei triste e foi quando lançaram a música A Pobreza da Lilian e Leno, lembra-se???
    Tive que me consolar com a proibição da mãe... era moça de classe média boa época... Paciência!!!
    Agradeço a sua constante e carinhosa participação na Série Comemorativa do meu Blog pelos seus 3 anos...
    Deus abençoe, ricamente, toda a sua vida!!!
    Bjs festivos de paz

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  10. Oi Valária, vem retribuir a sua visita.
    Estou esperando a continuação da história e espero que seja um final feliz.
    bjk

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  11. Valeria,um conto triste mas muito bonito!Para o amor sempre existe a esperança!bjs e boa quinta!

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  12. mandou bem valeria... juntou as palavras para descrever suas ideias... que lindo ficou. parabens. grande abraço lamarque

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  13. Uma história triste e muito bem contada! O amor faz milagres...mas conseguirá devolver alguém à vida que já pouco lhe diz? A esperança é sempre uma vela acesa!
    beijo
    Graça

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  14. Nem sempre o amor é compreendido. Mas sábios são os que enfrentam os desafios e se entregam a ele. É triste seu conto e nos faz torcer por uma ajuda divina, como se estivesse fora da ficção. As diferenças entre os indivíduos não estão na condição social e cultural, mas na capacidade e grandeza dos sentimentos, na abertura e no respeito. Bjs.

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  15. Oi Valéria,
    É muito triste... assim vc me faz chorar!
    xoxo

    Gosto disto!

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  16. Olá Valéria,

    Ele foi valente e arriscou tudo por amor. Isto é muito lindo, embora a trajetória deles tenha sido bem difícil. Mas mesmo em situação de desalento o amor persistiu. Fiquei aqui na torcida para que os pais dele aparecessem para socorrer o casal. Viu como a gente entra no conto?

    Parabéns!

    Beijo.

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  17. Oi Val!!!

    Seu conto daria belas cenas de cinema, esta história me remeteu a um bom episódio da sétima arte.
    Tenha uma alegre sexta-feira!!!
    Bjs :)

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  18. Olá, querida Valéria
    Passando de novo pra agradecer o seu carinho na Série Comemorativa pelos 3 anos de vida do meu Blog...
    Deus te cubra de bênçãos e te faça feliz!!!
    Bjs festivos de paz

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  19. Sempre há esperança. Eu sempre penso que o roteiro de nossas vidas não nos pertence...apenas somos protagonistas, portanto, devemos ter sempre fé de as coisas possam um dia melhorar...

    Beijos

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Gostei de sua visita, volte sempre!

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