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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O ENCONTRO

 
Imagem do Google
 
                O sol deixava a paisagem avermelhada e ia aos poucos caindo por trás da colina. De onde ela estava vislumbrava a pequena cidade que visitava anualmente e que era cercada por muralhas e por sete pequenas torres na região mais alta. Os campos verdes da planície cobertos de gramíneas com suas florezinhas delicadas lhe emprestavam um ar bucólico de grande beleza graças aos raios do sol que ia pouco a pouco se dissipando e mudando o colorido da paisagem.
                Ela caminhou a passos largos para lá chegar ainda com o claro do sol. Fazia questão de descer do ônibus bem antes só para fazer esta caminhada e estimular os seus sentidos com aquele presente da natureza. Conhecia todas as ruazinhas daquela cidade e imaginava o prazer de voltar a percorrê-las e perder-se nelas. Ali ela se sentia em casa e a emoção percorria lhe o corpo ainda depois de tanto tempo. Recordou em breve instante o dia que dali partiu triste e desesperançosa. Sabia que as recordações iam tomar lugar no seu coração, mas continuou a caminhar. Chegou sob os arcos da cidade e parou movida pela ansiedade que a dominava.
              A caminhada desde onde o ônibus a deixara até ali não era tão curta, cansaço e aflição se misturavam. Caminhou pela estreita rua que a levou até o centro da pequena cidade e lá parou para observar aquele cenário que continuava o mesmo há muitos séculos, nada mudava apenas algumas pessoas e suas histórias. Naquele espaço amplo chamado de praça entre tantas construções havia um hotel. Dirigiu-se para lá e logo em seguida se instalou no quarto com vista para a praça.
              Havia urgência, deixou a mala sobre o banco aos pés da cama, olhou-se no espelho, ajeitou o cabelo e saiu. Percorreu várias ruas já suas conhecidas, umas estreitas, outras nem tanto e pouco a pouco via ficar mais próxima aquela linda torre de pedras já escuras pelo tempo. Era a mais alta entre as sete que havia na cidade. Subiu os degraus em espiral quase a perder o fôlego. Este era um ritual que seguia há três anos na esperança sempre de encontrar o seu grande amor. Haviam vivido ali naquela cidade uma linda história de amor e aquela torre era a presença física das muitas juras e sonhos para o futuro. Ali eles eram só um com o mundo aos seus pés, uma paisagem romântica, apaixonante, como em um conto fadas. Com o término das férias uma despedida com promessas de um próximo encontro dali a um ano. Já se passaram três anos, mas a chama permanecia acesa em seu coração e a cada degrau crescia a esperança daquele adiado encontro. Havia imaginado milhões de vezes a cena perfeita daquele encontro e de repente ela estava ali diante dele e sem palavras, sem ação. Olhou-o sem acreditar que o amor houvesse sobrevivido a tantos anos de espera.
                Ele sorriu, o mundo ficou cheio de cor naquele entardecer daquele cenário medieval, lhe abriu os abraços e ela ali se aconchegou desejando que o tempo parasse, calasse todas as perguntas que gritavam em seu íntimo para poder finalmente sentir aquele momento em toda a sua plenitude.
                Um lindo final de semana para todos!

9 comentários:

  1. Arrepiei até.Lindo e que bom que o encontro aconteceu!!Isso vale toda a espera dos 3 anos... Muito legal!! beijos,tudo de bom,chica e lindo fds!Adoro te ler!

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  2. Bom dia,Valéria!

    Ah!!Tão intenso!Quantas emoções!!
    Um belíssimo encontro de amor!
    Beijos e meu carinho,minha amiga!

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  3. Tem uma TAG pra você lá no blog.
    Beijo!
    Marcilane - http://simplesinspiracoes.blogspot.com

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  4. Valéria, mergulhei nesse seu texto, perfeita descrição dos detalhes.

    Beijos

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  5. Caminhos pelas rotas da cidade e da emoção quardada.

    bjs.
    Bom domingo

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  6. Passando para dizer que tem um selinho pra você lá no blog... http://simplesinspiracoes.blogspot.com ;)

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  7. Oi, Valéria querida....

    Que delícia ler esse conto... a viaja junto, anda junto, sorri junto e depois fica imaginando o que teria acontecido...
    Lindo!

    Um ótimo finalzinho de domingo, beijos

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  8. Não desistir de seus sonhos, acreditar que são possíveis,faz nascerem asas n'alma.
    Um conto cheio de doçura e sentimento que acalanta o coração.Muito lindo, Val.
    Ótima semana p/vc.
    Bjkas,
    Calu

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  9. Linda e emocionante criatividade.A volta ao que se pensara perdido,para viver um lindo caso de amor.Quem procura acha os passos perdidos no tempo.
    Gostei muito Valeria.
    Bela construção.
    Carinhoso abraço.

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Gostei de sua visita, volte sempre!

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