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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A SABEDORIA DOS GANSOS



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              Os animais em sua vida selvagem têm muito a nos ensinar. Cabe a cada um de nós aprimorarmos e aplicar estas sabedorias no nosso dia-a-dia. Ao observar os gansos voando em formação de “V” ficamos curiosos quanto às razões pelas quais eles voam dessa forma. É uma maneira tão curiosa que despertou o interesse de cientistas que fizeram algumas descobertas em seus estudos.
              Quando os gansos selvagens voam em formação de "V", eles o fazem a uma velocidade 70% maior do que se estivessem voando sozinhos. É que à medida que cada pássaro bate suas asas, cria uma espécie de sustentação para o pássaro que vem a seguir. Ou seja, em nossas vidas ao compartilharmos um mesmo ideal, trabalhando juntos atingimos nosso objetivo com mais facilidade.
              Quando o ganso que está no ápice do "V" fica cansado, ele passa para trás da formação e dá lugar a outro ganso que voa para a posição de liderança. Ou seja, há uma cooperação mútua, uma partilha da liderança que não deve ser egoísta monopolizadora e sim flexível.
              Quando um ganso sai do bando logo sente a resistência e o grande esforço para voar sozinho, assim logo retorna a formação para tirar vantagem do poder de sustentação do grupo. Ou seja, existe maior força e segurança quando estamos juntos.
              Quando assim voam, os gansos da retaguarda grasnam para encorajar aqueles que vão à frente a manterem suas velocidades. Ou seja, todos nós necessitamos ser encorajados, incentivados com elogios e apoio.
               Quando um deles fica doente, ferido ou é abatido, outros gansos saem da formação e segue-o na descida, para ajudá-lo e protegê-lo. Eles permanecem na sua companhia até que ele possa voar novamente ou morra. Ou seja, devemos oferecer a nossa ajuda, ser solidário e amigo.
               Ter a sabedoria dos gansos é ficar um ao lado do outro, buscar o bem comum.
               
                Ficarei ausente do blog por uns dias, mas voltarei logo. Uma excelente semana de paz e união para todos!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A SABEDORIA DO GIRASSOL

 
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Ao longe o horizonte de beleza ímpar e surreal
Obra do nosso arquiteto universal
Completa a paisagem
Da metamorfose anual
Presente da luminosidade do rei sol
A linda flor girassol.
À medida que o sol segue o seu curso
Esguios, delicados, vibrantes e fortes,
Os girassóis brilham majestosamente em busca de um norte
Compondo ao toque do vento e da canção dos pássaros
A mais alegre sinfonia do viver, da sua sorte.
Amarelo luz, amarelo flor
É uma força positiva
Que enfrenta grandes intempéries na sua curta vida.
Seja aprendiz de girassol
Busque o melhor para você
Busque fazer o bem
Busque sempre a luz.
Aprenda a sabedoria do girassol
Seja flexível e lógico,
 Sorria e viva sempre voltado para o sol.
 
Valéria
 
Um final de semana iluminado para todos!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

AO SABOR DAS ONDAS


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O barco de minh 'alma está a deriva
Sigo livre, sem pressa.
O mar dita o ritmo
A brisa sopra as ondas.
No vai-e-vem que é a vida
Entrego-me e vibro.
Longe de me conduzir
Deixo-me levar tal qual um barco de papel desliza nas águas.
Solto meu coração à sorte.
E das profundezas o que virá?
Agir ao sabor das ondas onde me levará?
Algumas vezes uma onda me sufoca.
Ao sabor da canção do vento
Vou neste flutuar ao encontro da razão.
Ouço o sussurro do mar e as calmas águas com espuma branca banham meus pés
É um doce acordar!
Sinto medo deste implacável oceano.
Esqueço o passado e traço as primeiras linhas de um novo diário.
Mesmo ao sabor das ondas não perdi a vontade de lutar
Transcenderei o medo
Viver é como estar ao sabor das ondas...

Valéria 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

10 LUGARES QUE DESEJO CONHECER NO BRASIL


              Não é novidade o quanto gosto de viajar embora de um tempo para cá tenha viajado pouco. Pela extensão do Brasil, quase nada conheço dele, por isso tenho planos de conhecer alguns lugares que para mim são superinteressantes. As motivações são as mais diversas dadas às belezas e peculiaridades de cada canto. São lugares maravilhosos, ricos em belezas naturais e histórias de nosso povo. É um plano modesto diante da pluralidade que é o Brasil, mas é só para começar.
              As Cataratas do Iguaçu, com suas quedas d’água de até 65m de altura. O que dizer das Cataratas do Iguaçu considerada Patrimônio Natural da Humanidade?


              Fernando de Noronha, um arquipélago  pertencente ao estado de Pernambuco e que é formado por 21 ilhas e ilhotas, ocupando uma área de 26 km² que abriga muitas espécies de animais marinhos e é também uma importante área de proteção e de pesquisa.


              Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e as infinitas e deslumbrantes dunas onde se pode mergulhar em seus lagos de água verde ou azul.


              Belo Horizonte para também conhecer o incrível misto de arte contemporânea, lagos e jardins do Instituto Inhotim, em Brumadinho.


               Monte Verde que é um distrito do município de Camanducaia, estado brasileiro de Minas Gerais. Monte Verde ganhou em 2008 o título de melhor destino de inverno do Brasil e, em 2009, o título de cidade mais romântica na votação promovida pelo site Viajeaqui e se fosse um município, esse seria o 2º (segundo) município com a sede mais alta do Brasil perdendo apenas para a cidade de Campos do Jordão.


              Curitiba e o Museu Oscar Niemeyer com acervo de projeção nacional e internacional, sui generis a começar pelo seu formato de olho. Seus belos passeios de trem, o Jardim Botânico e a Ópera de Arame.


              Petrópolis e o Museu Imperial na cidade que tem um dos acervos mais bem preservados do país e é uma viagem ao tempo do Segundo Reinado.


               Paraty que é um município no litoral oeste do estado do Rio de Janeiro com seu conjunto histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e é considerada um dos destinos culturais mais ricos.


                Parque Nacional de Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, O Cânion do Itaimbezinho, o maior da América do Sul com uma extensão de 5800 metros e uma largura que alcança os 200 metros. Seu nome vem do Tupi Guarani que significa pedra afiada. As paredes rochosas do Itaimbezinho têm altura máxima de 700 metros, cobertas por vegetação baixa e pinheiros nativos. 


                 Chapada Diamantina uma maravilha da natureza e por conhecer um pouco de sua beleza pretendo voltar para explorar mais de seus atrativos naturais e culturais em meio a seu relevo acidentado, com grutas e cavernas, cânions e rios.

Todas as imagens foram retiradas do Google Imagens

                 Uma excelente semana para todos nós!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

BC- AMOR AOS PEDAÇOS - RESSONÂNCIAS




              A Blogagem Coletiva Amor aos Pedaços teve as cinco fases, o Encantamento, o Desencanto, a Esperança, os Questionamentos para no final chegarmos a tão desejada Reintegração que vivenciamos na nossa busca por nós mesmos diante das facetas da vida.
              De tudo que vivenciamos ao atingirmos à maturidade emocional temos uma certeza, foram as mais variadas emoções e os mais conflitantes sentimentos. Houve Encantamento, muitos Desencantos, fomos do auge da alegria a dor e o desespero. Quando parecia ter chegado ao fundo do poço, nos surgiu uma luz, a Esperança, renascemos embasados em muitos Questionamentos que nos imprimiram de pouco a pouco a tão esperada maturidade. Despimo-nos de sentimentos pequenos, daquela inquietude anterior e deixamos um amor sereno, paciente, recíproco invadir nosso ser e nos tornar completos. Neste momento acontece a Reintegração.
 
              Agora passadas todas as fases fomos convidadas pelas anfitriãs Rosélia, Rute e Luma Rosa a ultrapassar o limite das nossas considerações sobre cada tema para associá-lo a alguma outra forma de vivência, nossas Ressonâncias. Escolhi a poesia que tão bem descreve nosso sentir.

ENCANTAMENTO (Teixeira de Pascoaes, poeta português in 'Elegias')

Quantas vezes, ficava a olhar, a olhar
A tua dôce e angelica Figura,
Esquecido, embebido num luar,
Num enlêvo perfeito e graça pura!

E á força de sorrir, de me encantar,
Deante de ti, mimosa Creatura,
Suavemente sentia-me apagar...
E eu era sombra apenas e ternura. (...)

DESENCANTO (Manoel Bandeira)

Eu faço versos como quem chora
 De desalento… de desencanto…
 Fecha o meu livro, se por agora
 Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
 Tristeza esparsa… remorso vão…
 Dói-me nas veias. Amargo e quente,
 Cai, gota a gota, do coração. (...)

ESPERANÇA (Mário Quintana)

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

QUESTIONAMENTOS (Clarice Lispector)

O que eu sinto eu não ajo.
O que ajo não penso.
 O que penso não sinto.
 Do que sei sou ignorante.
 Do que sinto não ignoro.
 Não me entendo
 E ajo como se me entendesse.

Amor maduro (Artur da Távola) - REINTEGRAÇÃO

O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas quase silencioso.
Não é menor em extensão.
É mais definido, colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações:
presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas:
amplia-se com as ausências significantes.
(...)
O amor maduro é a valorização do melhor do outro
e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois.
Vive do que fermentou criando dimensões novas
para sentimentos antigos, jardins abandonados cheios de sementes.
Ele não pede, tem. Não reivindica, consegue.
Não persegue, recebe. Não exige, dá. Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz. Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.
(...)
É o sol de outono: nítido, mas doce.
Luminoso, sem ofuscar.
Suave mas definido.
Discreto mas certo.
Um sol, que aquece até queimar.


                Foi um prazer participar desta blogagem. Agradeço a todos, as nossas amigas Rosélia, Rute e Luma e a todas as pessoas que compartilharam tanto participando, como nos prestigiando com suas visitas e comentários. Um ótimo final de semana para todos!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

NA CONTRAMÃO DA VIDA


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              Todos os dias aquela larga porta fica aberta nas 24 horas que formam o dia e por trás dela um pai, o provedor, mantém o seu comércio funcionando a espera de clientes para ganhar o seu pão e o sustento de sua família, mas seus clientes são especiais.
               Em contrapartida todos os dias você até pode passar diante de uma loja dessas e a ignora até precisar daquele serviço em um momento de tristeza quando alguém lhe falta, não sei se inconscientemente, mas nunca procuramos dar atenção àquela loja e a quem ali trabalha com sua labuta diária e o desejo de sobrevivência. É como uma negação da morte de nossa parte e do lado de lá são pessoas que a veem como a mais natural das circunstâncias, um ganha pão.  O rito de trabalhar com aquele corpo inerte de prepará-lo para a última viagem aos poucos vai sendo incorporado, feito quase que mecanicamente como um maquiador que prepara uma noiva. Enquanto a família chora, existe quem faça o trabalho mais duro com o respeito e a imparcialidade necessários para invadir a intimidade no momento em que se desnuda de todas as máscaras terrenas.
               É, enquanto há vida, há esperança... Mas e quando a esperança, o desejo de que não lhe falte trabalho está na morte? Peguei-me nestes devaneios, há quem na contra mão da vida espera a morte, não a sua, mas por uma contingência da natureza, a dos outros. Quem trabalha com a prestação de serviços póstumos se depara com este paradoxo, viver da morte.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

UM NOVO DIA


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Amanheceu...
Fez-se um novo dia
Um novo viver
Um dia melhor.
O sol nasceu.
A flor desabrochou.
No horizonte o sol brilha.
Inicio uma nova dança.
Na manhã o dia nasce de novo
Na manhã começa tudo de novo.
E você precisa
Ter a esperança de uma criança
Abrir um grande sorriso
Olhar lá fora e encarar a vida.
Para este hoje existe um novo amanhã.

Valéria

Para todos nós uma semana maravilhosa pautada em muita fé e esperança!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

SEM VOCÊ

 

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Se fez silêncio entre nós
 
E...Você se foi.
Morri um pouco, dor atroz.
Sinto um vazio...
Há uma cor de pôr do sol no estio.
Há um cheiro de chuva
É meu coração que chora
Pelo que sobrou de nós;
Olhares que não se encontram
Perguntas sem respostas, um algoz.
Só restou o silêncio
Volto no tempo... Não vou me enganar
Voo no tempo
E antevejo a saudade que você vai deixar.

Valéria

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ESPERANÇA NO AMOR


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                Ele se virou e contemplou o corpo inerte e desfigurado da mulher sobre aquela cama e não pode deixar de pensar em quando a viu pela primeira vez. Era como se tivesse acontecido no dia anterior. Por trás do balcão da perfumaria vestida com aquela roupa de corte clássico, o cabelo preso no alto da cabeça, pouca maquiagem o seu belo sorriso o cativou no primeiro momento que a viu. Foi ousado em seu cortejo e tirou dela um sorriso tímido, mas mesmo assim iluminado. Logo estavam namorando. Ela o fazia completamente feliz, mas sabia que sua felicidade não duraria muito tempo, bastaria que a sua família colocasse seus olhos sobre ela e percebesse ali uma grande diferença social e foi o que aconteceu quando os pais quiseram conhecê-la depois de um tempo de namoro. Não sabia se tinha agido certo, mas na sua insegurança e afã de mostrar aos pais a sua determinação escolheu aquele encontro para oficializar o noivado e apresentar as respectivas famílias. O jantar estava delicioso, mas muito difícil de engolir, o golpe fez com que seus pais falassem o menos possível tornando o ambiente pesado, constrangedor. Quase só se ouvia o tímido tilintar dos talheres na louça como marcando o compasso de uma triste melodia.

              Depois daquele dia sua vida mudou radicalmente. Seus pais foram irredutíveis e o ameaçaram deserdar e como se manteve firme no seu propósito viu a sua carreira na empresa do pai ir por água abaixo. De repente se viu só. Com o pouco dinheiro que havia economizado providenciou uma simples cerimônia de casamento e saiu de casa em definitivo. Sem dinheiro e sem trabalho começou sua vida de casados esperando que o amor minimizasse a sua tristeza. Ela era tudo que ele tinha, a amava acima de suas forças. Assim foi construindo a sua nova família, de emprego em emprego, trabalhando para dar o melhor aos filhos que foram chegando para lhe dar alegrias.
               Se tudo que viveram até ali não foi fácil para ele, para ela menos ainda. Estava acostumada com as dificuldades e sabia lidar com elas, driblá-las era seu forte, mas junto às dificuldades ainda ver a tristeza no olhar e o abatimento daquele homem bonito e cheio de vida que ela conhecera e despertara nela um grande amor, mas que renunciara a tudo por ela foi pouco a pouco lhe tirando o viço, a alegria de viver.
                Ele não se conformava com toda esta situação, vivia o auge de uma grande crise, gastara suas últimas economias neste tratamento para sua esposa, sua esperança estava ali depositada. Via sua vida por um fio e agora estava sem poder contar com ninguém diante de sua mulher, linda, lívida e que amava tanto, renunciando a vida, se deixando levar pela tristeza, deitada quase sem vida naquela cama de hospital esperando um sopro de vida, uma luz. Agora havia entregado a Deus sua sorte e que Ele tivesse compaixão deles e desse mais uma chance para serem felizes com o amor que tanto os unia. Sempre existia uma esperança!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

UMA CANÇÃO QUE TOCA O CORAÇÃO

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Eu não sei fazer canção
Mas sei falar com o coração
Há canção que nos alegra
Que canta a melancolia, que nos traz esperança.
Desde uma canção de ninar.
A uma canção para contar estrelas e amar.
São versos soltos ao vento
Suave brisa, murmúrio do mar.
Notas dedilhadas
Com puras melodias
Transformam o mundo em sua volta
Encanta e nos faz viver emoções, nos toca.
Canção sublime que envolve como uma sinfonia
Viajamos nos sentidos, divina calmaria.
Sinto a sintonia entre dois corações apaixonados
Fecho meus olhos e indiferente a tudo ouço a canção
Repouso em mim e enfim
Aqueço o coração.

 Valéria



Uma doce semana para todos!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

SONHOS DESPEDAÇADOS - FINAL

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           Dulce ia ficando cada vez mais impaciente vendo o tempo escorrer por seus dedos sem, no entanto encontrar seu príncipe encantado, mas passados vários anos, ela já beirando os cinquenta realiza seu sonho com um jovem bem mais jovem que ela, uma diferença um pouco disfarçada pelo biótipo do rapaz que não era bem um príncipe, mas ela estava feliz!
           A família ficou horrorizada com aquela decisão, mas ela não sucumbiu aos argumentos, só tinha um objetivo: ser feliz.
           A vida de casados foi difícil desde o início, no fundo, no fundo Dulce era uma pessoa que nunca havia se encontrado, fechada como numa redoma, seus sentimentos iam do amor ao ódio facilmente e isso somado a sua insegurança foi minando aquele relacionamento.
           Daí para o ciúme se instalar insuflado por todo aquele misto de sentimentos desencontrados foi um pulo. Ela via flertes e namoradas do marido até nas sobrinhas, e de início Raul, o marido, aceitava pacientemente estes disparates, mas isso foi aos poucos o deixando bastante irritado, as brigas foram se tornando uma constante e cada vez mais intensas, o respeito que pautava aquele relacionamento foi sendo esquecido e cada vez mais as discussões baixavam o nível.
           Foi um período de muita dor, de muito sofrimento para ambos. Como ele passava boa parte do tempo entre estar empregado e estar desempregado, Dulce era praticamente a provedora da casa, isto era um ponto nevrálgico da relação e para muitos que acompanhavam todo o drama, pois toda aquela história era muito dramática, poderia ser este o motivo de Raul permanecer ali, manter ainda aquele casamento.  
          Um dia, Dulce se descobre doente.
          Vários exames foram feitos e confirmaram a suspeita, ela estava sucumbindo a um mal silencioso e cruel que a tornaria mais infeliz, amarga e intolerante. A situação se tornou insustentável e Raul não foi complacente, não pensou duas vezes e saiu de casa deixando Dulce impotente e só, muito mais do que ela se sentira ao longo de sua vida.
         Como numa tragédia dividida em atos Dulce viu pouco a pouco se fecharem as cortinas. Sentada ali, naquele último ato como num monólogo ela repassou toda a sua vida e chorou.
          Para ela nada mais restava a fazer...

          Um excelente final de semana para todos!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

SONHOS DESPEDAÇADOS - PARTE I

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           Sua vida foi como uma daquelas peças de muitos atos e não teve o desfecho que ela sempre sonhou!
           Desde criança Dulce foi de pouco sorrir, era melancólica até. Estudou em colégio de freiras e assim foi pautando sua vida pela rigidez dos preceitos e regras assimilados e quase como uma tatuagem, aplicados em todos os seus comportamentos.
           Possuía um corpo esguio e franzino e um rosto fino e sério que acentuava estas características circunspectas. Assim foi crescendo cercada por seus pais e irmãos, uma grande família que a fazia se isolar mais ainda por se perceber diferente. Daí por se decidir a ser freira foi um pulo, afinal ela se adequava bem àquela vida reclusa de estudos e orações.
           No início ela se adequou maravilhosamente bem e tudo transcorreu na santa paz como era de ser. A família comemorava aquela dedicação, o que era comum, uma vez que representava um orgulho para às famílias daquela pequena cidade do interior, possuir uma pessoa com a vocação para o celibato.
            Seu trabalho foi crescendo, sua devoção aumentando, mais dons foram descobertos, como a música que surgiu em sua vida, foi incorporada a sua rotina e era ensinada às crianças no colégio e na igreja. Foi um tempo de regozijo, de amor a Deus!
           Em certo momento daquela que se supunha ser uma tranquila trajetória um desconforto foi se instalando e o que era prazeroso, foi se tornando rotina e matando pouco a pouco os sonhos de Dulce. A irmã Divina, para a tristeza de todos largou o hábito.
           Novos pensamentos povoavam a mente de Dulce, que agora voltada ao ensino em escolas públicas cada vez mais estava motivada para um novo objetivo, casar. Era um desejo ardente naquela quarentona que queria um homem para chamar de seu.
           Foram muitos pretendentes que apareceram, e ela que continuava com suas idiossincrasias, pouco a pouco ia perdendo um a um.
               Continua...
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