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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

VIAJAR



              Antes de tudo quero agradecer às visitas e palavras carinhosas de quem por aqui passou e dizer que era muito gratificante vir aqui e sentir a presença de vocês mesmo estando tão longe. Viajar é mesmo mágico, seja quando nos perdemos e nos encontramos em nós, nas palavras de um livro ou em outras terras. Nesta viagem mergulhamos, nos envolvemos e fomos envolvidos pelo imaginário de uma rica cultura plena de simbologias e misticismo.
Viajar

 
Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
 
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E da ânsia de o conseguir!

 
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

Fernando Pessoa

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A VOCÊ...


            Aqueles dois bem que se entendiam, mesmo que existisse tamanha diferença de idade, ele quase poderia ser seu avô, mas era seu pai e a entendia muito bem. Seu passeio predileto era levá-la para um parque, um oásis verde no centro da cidade, onde havia um pequeno zoológico e brinquedos que lhe deixavam fascinada. Tudo ali tinha sua magia, os vários animais que lhe faziam sentir as mais variadas sensações e os mais diversos brinquedos que a levavam a descobrir emoções nunca antes sentidas. Ele lhe proporcionava tudo isso, era um parque público e por isso ele poderia levá-la, afinal dinheiro era coisa rara para eles. Naquele clima de encantamento se podia esquecer as tristezas e dificuldades da vida afinal naquele parque era só magia, alegria e diversão. Que bom pensar que precisava de tão pouco para se sentir realizada, ver repetidamente aqueles macacos, patinhos na lagoa, cobras em grandes tanques e mais tantos outros animais, brincar nos balanços, gangorras, escorrego, gira-gira, ali onde parte da história de sua infância permanece, naqueles recantos hoje abandonados que testemunharam aqueles momentos que trazem lembranças marcantes como o barulho de vozes, gritos de crianças, sabor de pipoca e cheiro de árvores que fazem viajar no tempo.
            Este ano, se meu pai aqui estivesse completaria em 23 de novembro, 100 anos, alguns destes anos dedicou seu amor a mim, única filha a quem ele fazia todos os gostos e que tinha como missão, como ele mesmo dizia, oferecer o melhor. A ele minha homenagem!
*Postagem programada.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

VIAJANDO...

            Hoje estaremos viajando e durante uma semana embarcaremos na grande aventura de conhecer uma região mágica que sempre desejamos conhecer. Pelos cenários que visitaremos certamente vivenciaremos grandes emoções. Trarei muitas e belas lembranças, me aguardem e não me esqueçam.rsss








Imagens do Google
                 
               Não será uma bela viagem?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

JOSÉ SARAMAGO - 16/11/1922

Imagem do Google


              Hoje não poderia deixar passar o dia sem prestar a minha homenagem a um escritor que muito admiro, mesmo não compartilhando de alguns de seus ideários, o multifacetado escritor, argumentista, teatrólogo, ensaísta, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português José Saramago (Azinhaga, Portugal, 16 de Novembro de 1922 — Lanzarote, Espanha, 18 de Junho de 2010) que na sua vasta obra nos presenteou com sua prosa revestida de poesia. Aqui uma faceta sua nem sempre tão lembrada, a poesia.


NÃO ME PEÇAM RAZÕES...

 Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis”

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CLAUDE MONET - 14/11/1890

            Entre os grandes pintores, um dos meus favoritos é sem dúvida o meu homenageado do mês, Claude Monet, entre os impressionistas ele se destaca não só por ter sido um dos precursores desta escola, mas por ter a partir de sua técnica criado um estilo, o impressionismo, forjando uma nova concepção de pintura, mudando a história da pintura, da própria arte.
             Nascido em Paris, no dia 14 de novembro de 1890, Claude Oscar Monet cedo se envolveu com o ofício de pintar e teve sua arte influenciada pelas gravuras do japonês Hokusai e a pintura de Eugène Boudin, este último grande entusiasta da prática da pintura em contato com a natureza, ao ar livre. Neles encontrou a linha de pensamento que nortearia seu trabalho, a preocupação com a luz, a sombra e a cor que produziam um efeito mais fielmente possível quando eram considerados elementos essenciais principalmente quando encontrados na natureza.
            Assim em 1874 ao expor junto com outros grandes pintores, naquela época jovens pintores como Pissarro, Sisley, Renoir, Cézanne entre outros e ter sua obra Impressão: Nascer do Sol sido severamente criticada viu surgir em tom jocoso o título Exposição de Impressionistas denominando então o movimento artístico de Impressionismo que trouxe então a liberdade da criatividade para os pintores da época.
             As características que definiram o movimento, ou seja, a ênfase na cor e na luz criando a forma e o espaço, trazendo à realidade o que estava por trás da aparência visual ele o fez com clareza e limpidez impressionantes. Ele preocupou-se cada vez mais em pintar em espaços abertos seja em seu lindo jardim planejado por ele em Giverny, seja a Catedral de Rouen, os feixes de feno, os álamos e finalmente as ninfeias ou nenúfares que reproduziu exaustivamente em horas diferentes do dia para captar as várias nuances da luminosidade, as diferentes influências que a luz poderia exercer sobre a percepção da realidade.
            Foi sempre um pintor fiel aos princípios do impressionismo como se pode observar na sua trajetória de vida muito produtiva que aconteceu mesmo depois de ter sua visão comprometida pela catarata, que depois de operada lhe fez usar óculos especiais. Mesmo em períodos férteis  nem sempre esteve feliz com o resultado de seu trabalho, de ter alcançado a perfeição. Morreu em Giverny em 6 de dezembro de 1926, lá mantinha seu deslumbrante jardim com uma profusão de flores coloridas onde construiu uma ponte em estilo japonês sobre um lago e começou a criar nenúfares que reproduziu em diferentes mudanças de luz refletidas na superfície e que depois por iniciativa dele foram selecionadas para fazerem parte dos salões ovais do Museu Orangerie em Paris, onde permanecem até hoje.

O Piquenique (Déjeuner sur l'herbe) - 1866

Etretat - 1867

O Hotel des Roches em Trouville - 1870

O Tâmisa sob Westminster - 1871

Le Déjeuner - 1872

Impressão - Nascer do Sol - 1872

Campos de Papoulas - 1873

A Gare Saint-Lazare - 1877

La Rue Montorgueil - Festival de 30/06 - 1878

Antibes - 1884

Mulher com uma Sombrinha - 1886

Álamos - 1890

Catedral de Rouen:Harmonia em azul e ouro - 1894

O Grande Canal, Veneza - 1908
                                                                       
O Jardim do Artista em Giverny - 1908
                                                                             
Estudo de Nenúfares - 1908
                                                   Imagens do Google

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

UM DIA... UM MUNDO MARAVILHOSO!

           Se uma rara coincidência numérica, 11/11/11, torna este dia especial, que as portas do céu se abram e sejam derramadas sobre nosso planeta uma nova consciência no mundo, mais harmonia, uma ampla humanização. O que vier de bom nós agradecemos! Afinal nós sonhamos com um mundo maravilhoso...

                                                  By Sandro Torricelli

Wonderful world ( Louis Armstrong) Tradução

Eu vejo o verde das árvores, rosas vermelhas também
Eu as vejo florescer para mim e para você
E eu penso comigo mesmo,
 que mundo maravilhoso

Eu vejo o céu azul e nuvens brancas,
O brilhante dia abençoado, a sagrada noite escura.
E eu penso comigo mesmo,
Que mundo maravilhoso!

As cores do arco-íris, tão bonitas no céu.
Estão também nos rostos das pessoas a passar.
Eu vejo amigos se cumprimentando, dizendo: "Como você vai?"
Eles estão realmente dizendo: "Eu te amo".

Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescendo,
Eles vão aprender muito mais, do que eu jamais vou saber.
E eu penso comigo mesmo,
Mas que mundo maravilhoso!

Sim, eu penso comigo mesmo,
Mas que mundo maravilhoso!

http://www.vagalume.com.br/louis-armstrong/what-a-wonderful-world-traducao.html#ixzz1dM7we6Qc

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PARTICIPANDO DO BOOKCROSSING BLOGUEIRO

           Hoje vou descrever minha experiência como participante do Bookcrossing Blogueiro que aconteceu ontem, dia 08/11. Quando vi a chamada no facebook de alguém compartilhando o post de Luma, a idealizadora do evento, logo a minha porção criança pulou de alegria. Assim, como uma criança que espera a hora de brincar fiquei ansiosa por participar desta deliciosa brincadeira. Livro é uma coisa mágica que em nossas mãos transforma nosso viver, nos dá asas para voar em busca de outros mundos reais e imaginários e este poder deveria ser despertado em todas as pessoas. Então fazer um livro chegar casualmente na mão de alguém e de repente fazê-la viajar ali, fazê-la até se possível despertar para a leitura, é fantástico.
            Para me motivar mais ainda fui surpreendida por um sorteio relâmpago no Blog Em Quantos, onde fui a felizarda e isso me despertou a ideia de fazer um sorteio também. Claro que a proposta original de perder um livro estava de pé. Para esta tarefa convenci minha filha a ter uma coparticipação. Como ela utiliza o ônibus levou o livro com um bilhete (que equivocadamente coloquei por dentro da capa) e deixou sobre um banco. Logo uma senhora veio sentar, viu o livro e muito educadamente entregou ao cobrador, este mais esperto, descobriu logo o bilhete, leu, riu e guardou o livro. Que faça um bom proveito!



            Bom, o livro segundo meu marido, um leitor voraz, é muito bom! Chama-se Jeff em Veneza, Morte em Varanazi. Trata-se de uma história nos moldes de vida atual em que Jeff vivencia duas experiências nestas duas cidades, a sua visão de mundo é testada em aventuras onde o autor faz Jeff protagonizar “o desejo em todas as suas manifestações: o desejo de sensações, de fuga e de se tornar outra pessoa, seja por meio do amor ou da arte, seja através do entorpecimento ou da transformação espiritual. O resultado é um livro repleto de alusões aos mitos sobre essas duas velhas cidades debruçadas sobre a água, que se tornaram ícones da arte ocidental e da religiosidade oriental”. (Resenha do livro). Eu particularmente, como prefiro leituras mais suaves não o considero minha melhor leitura, mas é uma boa leitura.
            Quanto ao sorteio, dei um número a cada comentarista com exceção de duas ou três pessoas que fizeram mais de um comentário, ficou valendo só o primeiro comentário. Assim de maneira bem tradicional, fiz os números em pedaços de papel e sorteei. E o livro, a pessoa sorteada terá três opções a escolher, Os Sertões, Abril em Paris e Guardião de Memórias.
             Parabéns Carol ! Agora é só escolher o livro que o enviarei para você!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

AS ESTAÇÕES DO MEU CORAÇÃO

Imagem do Google


Tenho um coração que pulsa
 Como ao sabor das estações
Ora pensa que é verão, calor nos corações.
 E entre magias ofusca a tristeza com canções.

Ora pensa que é inverno
Sinto frio, meu peito vazio.
Tempo de melancolia, de calma.
Fecha-se agasalhando minh’alma.

Ora pensa que é outono
Brisa suave, vejo folhas caindo.
Tempo de paz, de calar.
Deixa-se renovar.

Ora pensa que é primavera
Flores por toda parte, alegria.
A força do olhar e do sentir
Tudo para o meu viver colorir.

Valéria Varella

             Como estou participando do Bookcrossing Blogueiro, me apropriando da idéia maravilhosa de Pandora que me fez ganhar um livro (adorei!), vou sortear aqui um livro entre os seguidores que fizerem seus comentários aqui neste post até dia às 23:59 hs do dia 08/11.
Boa sorte! 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

QUERO...


Imagem do Google
Quero...
Quero deixar falar o coração
Quero deixar falar o perdão
Quero deixar falar em versos uma canção de amor
 
 
Quero deixar calar meu egoísmo
Quero deixar calar a mágoa e o ressentimento
Quero deixar calar as lágrimas de dor que não me permitem olhar para frente
...Que sabotam o meu viver!

                                                                                                 Valéria Varella

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

AOS QUE PARTIRAM...

Imagem do Google

           “Existe um tempo certo para cada coisa, momento oportuno para cada propósito debaixo do Sol: Tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de colher... tempo de chorar, e tempo de rir.” (Eclesiastes 3:1-2).
             Desde muito cedo em minha vida convivo com o fantasma da morte, primeiro com os meus avós quando eu tinha cinco, seis anos e foi tudo muito envolto em mistérios e fantasias para mim, depois minha mãe aos treze anos e o meu pai aos vinte e dois, cercada pela dor do processo causado pelos males que os afligia. Não sei se por isto sempre fui muito pragmática em relação a ela, se houver lógica em se dizer nisso. Alguém me disse certo dia que quando somos desapegados dos bens materiais aceitamos melhor a finitude da vida e como sou assim aceitei esta lógica para a minha percepção do inevitável. Sempre valorizei mesmo as pessoas, as descobertas, as novas experiências, não as novas tendências, o acúmulo de bens pelo simples prazer em ter, afinal não levaremos conosco o ilusório para os nossos olhos e sim o que ninguém nos pode tirar, nossas vivências. No entanto, com o tempo a se escoar feito água pelos meus dedos, uma insegurança me bate e confunde minha adquirida maturidade, o fantasma da morte já assombra meus sonhos e minhas noites insones. É tanto a se conhecer ainda, pessoas, lugares, tanto a se descobrir, a ler, ver e ouvir e o tempo, o inexorável, o irreversível, o implacável, mas também nosso bem precioso que a tudo transforma como mestre e senhor teima em me dá sinais de sua efemeridade. É inevitável!
             A cada pessoa que se vai é um vazio que se faz, uma voz que se cala, uma ausência, deixando uma dor insuportável que se transforma pouco a pouco em uma boa lembrança atenuada pela saudade que a eternizará. A todos os que se foram e estão a inspirar doces lembranças e lágrimas de saudades neste dia, nosso carinho eterno!
           “É mais fácil suportar a morte sem pensar nela do que suportar o pensamento da morte sem morrer.” (Blaise Pascal).
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