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A POESIA ESTÁ DENTRO DE VOCÊ!

Imagem do Google Se procurar bem você acaba encontrando.   Não a explicação (duvidosa) da vida,   Mas a poesia (inexplicável) da vida .   CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE               E esta poesia vamos encontrar em tudo que nos toca o coração, seja em um sorriso, em uma flor, em um pôr do sol, em um céu estrelado, em contemplar a lua, o mar, em uma palavra dita na hora certa, nos lugares apaixonantes que já conhecemos, uma música que nos desperta as mais belas emoções, nos momentos felizes que passamos com quem gostamos, na amizade, no amor... A poesia está em você, está naquele precioso momento de sonho que nada nem ninguém vai poder apagar, que ficarão registrados no seu coração.   Ah! Os Relógios Amigos, não consultem os relógios quando um dia eu me for de vossas vidas em seus fúteis problemas tão perdidas que até parecem mais uns necrológio...

VIAJAR

              Antes de tudo quero agradecer às visitas e palavras carinhosas de quem por aqui passou e dizer que era muito gratificante vir aqui e sentir a presença de vocês mesmo estando tão longe. Viajar é mesmo mágico, seja quando nos perdemos e nos encontramos em nós, nas palavras de um livro ou em outras terras. Nesta viagem mergulhamos, nos envolvemos e fomos envolvidos pelo imaginário de uma rica cultura plena de simbologias e misticismo. Viajar   Viajar! Perder países! Ser outro constantemente, Por a alma não ter raízes De viver de ver somente!   Não pertencer nem a mim! Ir em frente, ir a seguir A ausência de ter um fim, E da ânsia de o conseguir!   Viajar assim é viagem. Mas faço-o sem ter de meu Mais que o sonho da passagem. O resto é só terra e céu. Fernando Pessoa

IDENTIDADE

                     Hoje é o dia do nascimento de Fernando Pessoa, que em 13 de junho de 1888 nascia em Lisboa, mas não vou fazer um post sobre ele para não me tornar repetitiva, pois já o fiz há um tempo atrás. Quero apenas prestar minha homenagem a este que foi um dos maiores poetas de todos os tempos. Como um ser inquieto criou vários heterônimos e neste verso traduz seus questionamentos pelas personalidades que vivenciou em uma espécie de mundo imaginário. IDENTIDADE Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem achei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é, Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem, Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde es...

NAVEGANDO NA POESIA DE FERNANDO PESSOA

       “Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?” Livro do Desassossego, Fernando Pessoa.          Descobri um site sobre Fernando Pessoa (Lisboa 1888/1935) muito bom, maravilhoso, para melhor dizer, é o Portal MultiPessoa, uma iniciativa do Instituto de Estudos sobre o Modernismo, um site completo, rico em detalhes sobre as muitas vidas deste grande poeta. Como ele mesmo diz em seu Navegar é preciso, que “viver não é necessário: o que é necessário é criar”, ele fez disso a sua máxima, criando um estilo próprio e uma característica marcante de sua vida e de suas obras, seus heterônimos. Nos seus 47anos de vida foi muitos e fez muito e o fato de usar a heteronímia para escrever sobre temas complexos e sobre prismas diferentes fez dele um ser contraditório e como bem diz estudiosos de ...