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domingo, 27 de fevereiro de 2011

E NO CARNAVAL VAMOS PARA ONDE?

          O carnaval está chegando e a possibilidade de aproveitar o final de semana prolongado da melhor forma possível faz parte da pauta do momento, uns se preparam para aproveitar a folia e só pensam nos preparativos, fantasias ou indecisões de com que roupa eu vou, já para quem prefere relaxar e descansar a estação ainda faz com que a praia seja convidativa, outros como nós estamos em contagem regressiva depois que nos apareceu a oportunidade de irmos para...

            Mais precisamente para...


           Quando voltar contarei tudo... E você, vai para onde no carnaval?
             

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

PIERRE-AUGUST RENOIR - 25/02/1841

                  "Numa manhã um de nós já não tinha preto, e assim nasceu o impressionismo". Renoir

         Dentre todas as artes sempre destacamos nossas preferências, na pintura para mim nada se compara a Claude Monet e August Renoir. Em Limoges, França, no dia 25 de fevereiro de 1841 nascia Pierre-August Renoir um pintor revolucionário e um dos fundadores do movimento impressionista que trouxe para a pintura cenas do cotidiano, cheias de luz e cores brilhantes alegrando e dando mais vida a belas crianças, flores, paisagens de locais em que se sentia sentimentalmente ligado e mulheres de belos encantos e formas. Como ele mesmo dizia, por que não pintar o belo, "porque a arte não pode ser bonita? Há bastantes coisas desagradáveis no mundo". Assim eles, os impressionistas procuravam reproduzir de forma mais fiel a cor, o tom e o jogo de luz de algo belo e com a verdadeira intensidade que era transmitida do olho para a mente. Junto com Monet, seu amigo deram seus primeiros passos dentro do impressionismo e muitas vezes pintaram os mesmos temas.

               "Os temas mais simples são eternos... A mulher nua quer emergindo das ondas do mar, quer do seu próprio leito, é Venus ou Nini; e a nossa imaginação não pode conceber algo melhor".            
                                                                                                        Renoir

Le Moulin de la Galette, 1876, no Musée d'Orsay
    
Bouquet de Flores da Primavera, 1866,
Fogg, Art Museum da Universidade de Harvard

O Pescador, 1874

A trilha no capim alto, 1874, no Musée d'Orsay

Banhistas, 1887, Philadelphi Museum of Art

Mme. Charpentier e seus filhos, 1878,
Art Metropolitan Museum, New York

O almoço dos remadores, 1881, Phillips Memorial Gallery 

Rosa e Azul, 1881, MASP



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O NOVO TEATRO DA CIDADE

         No mês de dezembro passado a cidade de Natal ganhou um novo teatro, o Teatro Riachuelo, no Shopping Midway Mall. Em contraponto a bela arquitetura rebuscada com elementos da arquitetura francesa e a tradição do Teatro Alberto Maranhão, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte, um palco de um rico passado artístico, o novo teatro chegou para dividir glórias.

                                       Fotos do site do Teatro, visão da platéia e do palco

         Construído no andar de lojas e próximo aos representantes no shopping de uns dos quatro melhores restaurantes da cidade, o que completa o programa, o teatro tem quase três vezes mais o número de assentos do TAM, mais de mil e quinhentos, é imenso. Sua arquitetura moderna permitirá transformá-lo em um espaço até para mais de três mil pessoas. Com sua bela fachada envidraçada foi projetado dentro dos mais modernos conceitos e tecnologia o que permitirá a vinda de grandes produções de peças de teatro e música. Tanto que por esse breve tempo já passou por seu palco grandes nomes da música como Elba Ramalho, Jorge Vercillo, Maria Rita, Toquinho, Lulu Santos, Adriana Calcanhoto e inclusive Roberto Carlos que fez o show de inauguração no dia 09/12, show esse só para convidados. No dia seguinte foi aberto para o público, seleto público tendo em vista o preço do ingresso, mas lotou... Agora é aguardar os bons espetáculos de peças teatrais, carência nossa aqui.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MÚSICA FRANCESA - EDITH PIAF

         Adoro Edith Piaf (Paris, 1915 – Grasse, 1963) pelo seu estilo chanson!
         Símbolo da música francesa com sua voz única e inconfundível cantava em suas canções o drama da sua vida, se por um lado nasceu com um dom extraordinário, um verdadeiro talento, por outro viveu o extremo do extremo que culminou no vício, no cansaço pela perda da saúde e pela tristeza dos amores perdidos...
         Permanecerá em nossas memórias através de suas mais famosas canções, La vie em rose, Milord, Hymne à l’amour, Non, je ne regrette rien entre outras.
         Para quem está sempre disposto a recomeçar, que não se lamenta nem se arrepende dos maus momentos já vividos, a bela canção Non, je regrette rien, que mesmo tendo sido cantada e decantada permanece um hino à vida, à generosidade, ao amor...
      

By aasc19 no Youtube

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ADÉLIA PRADO - QUANTO JEITO QUE HÁ DE AMAR

        
         Um tempo atrás uma amiga me enviou um e-mail com um poema belíssimo de Adélia Prado “Quanto jeito que tem de ter amor”, indagada depois quanto à origem do poema, de qual livro ele era, pesquisei, mas não soube responder. Quem souber me tire essa dúvida, mas independente de quem seja o autor, é de muita sensibilidade e sabedoria, afinal muitas vezes desperdiçamos pequenos gestos do dia-a-dia ricos em significado, que nada mais são do que pequenas demonstrações de amor. O poema é um convite para observarmos as mínimas coisas, simples atos que dizem muito, pois afinal não temos como definir todos os jeitos de amar, eles são infinitos...E cada um ama a sua maneira...


       “Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor"

                                Adélia Prado

Uma personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danada de braba, mas esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha, para que ela fosse bonita pra escola.

Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
É comovente porque é algo que a gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços são provas mais eloqüentes, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Porém, há outras demonstrações mais sutis: Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Amigas colorindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas.

Quanto jeito que há de amar.

Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: "lembrei de você".
É este o único e melhor motivo para azaléias, margaridas, violetinhas.

Quanto jeito que há de amar.

Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, uma mensagem pelo celular, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias.

Quanto jeito que há de amar.

Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver a lua, dar banho em quem não consegue fazê-lo só, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir...

Quanto jeito que há de amar.
Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, filmes, cds, brinquedos, brincar...

Quanto jeito que há.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ANDRÉ COMTE-SPONVILLE - A FELICIDADE DESESPERADAMENTE

       
        A busca incessante de viver em um estado de felicidade está em grande parte das pessoas senão em todas elas, mas o que seria felicidade?
        O conceito de felicidade é recorrente na filosofia, o encontramos desde os grandes filósofos gregos atravessando os séculos até o filósofo francês André Comte-Sponville (Paris-1952) resgatar essa discussão em uma conferência transformada em livro A Felicidade, desesperadamente, que aborda o tema do eterno movimento do homem de realizar desejos que teriam o efeito efêmero da felicidade. Ele parte da hipótese que a cada sonho, desejo, a espera de realizá-lo seria em si a busca da felicidade e que culminaria no prazer da aquisição do desejado, do esperado viveríamos então em uma contínua busca do equilíbrio entre desejo e realização. Estaríamos então em busca daquele “momento” de felicidade, que se instalaria por um tempo até novos objetos de desejo, do distante, do inatingível naquele momento, até se tornar possível e proporcionar uma nova alegria imediata. Pensado assim com esse pragmatismo parece óbvio, mas como ele mesmo fala depois, o problema está em não aceitar que a felicidade não é absoluta e que deixando de viver na relatividade da felicidade nunca seremos felizes, nem teremos momentos de alegria. Está também na terrível constatação de que a felicidade também desespera, na angústia por mantê-la perto por mais tempo, pelo prolongamento daquela alegria, daquele prazer, pelo medo de sua finitude...
         O que nos move então? Segundo Sponville é o desejo, “o desejo é a própria essência do homem; mas há três maneiras principais de desejar, três ocorrências principais do desejo: o amor, a vontade, a esperança”. Então para viver de uma maneira mais livre, aberta para a felicidade sem deixar a esperança dentro de nós morrer devemos “aprender a desejar o que depende de nós (isto é, aprender a querer e agir), trata-se de aprender a desejar o que é (isto é, a amar), em vez de desejar sempre o que não é (esperar ou lamentar). Ele continua (...) Aprendam ao contrário a desenvolver sua parte de sabedoria, de potência, como diria Spinoza, em outras palavras, de conhecimento, ação e amor. Não se impeçam de esperar: aprendam a pensar, aprendam a querer um pouco mais e a amar um pouco melhor. (...) Paremos de sonhar nossa vida”. Vamos viver a felicidade desesperadamente, ou seja, sem esperá-la...
         Este livro é inspirador para nós que vivemos em um mundo de valores e sentimentos efêmeros, numa busca constante de não sei o quê, seja pessoa ou bem, de um consumismo sem fim e de relacionamentos fugazes.

"A infelicidade se instala quando nossas alegrias dependem totalmente de circunstâncias externas". Sponville

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