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sábado, 30 de julho de 2011

MÁRIO QUINTANA - 30/07/1906

          

            Hoje, 30 de julho é dia de muita comemoração.
            A simpática amiga do blog Misturação, a Ana Karla está fazendo primaveras e eu não poderia deixar passar em branco este dia de festa. PARABÉNS é só uma palavrinha diante do que desejo de bom para você. Nos jardins virtuais colhi estas flores para dar colorido ao seu dia!
 
            Também está em festa o blog da amiga Denise do Conheça o Espiritismo, que completa um ano de belas e enriquecedoras mensagens de muita luz e amor. PARABÉNS Denise!
             E como é de praxe o meu homenageado do mês, que é o nosso poeta Mário Quintana. Escolhi-o por ter começado a conhecer um pouco de sua obra e de sua vida e muito me emocionar com este homem de tão grande sensibilidade, transparente nos seus sentimentos e na forma como encarava a vida e fazia dela sua inspiração.
            Ele era gaúcho de Alegrete onde nasceu em 30 de julho de 1906 e viveu até sua morte em Porto Alegre no dia 5 de maio de 1994, próximo de seus 87 anos de vida. Começou ainda nos tempos de escola a escrever. Durante sua vida foi escritor, jornalista e poeta tendo trabalhado também como tradutor de importantes obras, clássicos da literatura mundial. Dentre as mais de cem obras que traduziu destaca-se, se é que podemos isso fazer, Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Contos e novela de Voltaire, Os Sofrimentos do Inventor de Honoré de Balzac, Biombo chinês de Somerset Maugham, Duas ou três graças de Aldous Huxley e Mrs. Dalloway de Virginia Woolf.
           Sua vasta obra cerca de 30 livros entre poesia, prosa, crônicas e infantis, com vários títulos e livros premiados fala do cotidiano, das coisas simples, descompromissadas e com um toque de ironia escritos como numa combinação mágica de palavras que nos envolve. Em suas poesias uma certa nostalgia permeia os versos que vão da ternura, da melancolia ao pessimismo. Acho que isso deriva de sua vida simples que ele viveu com humildade mesmo com tantas homenagens e honrarias a ele concedidas. Teve muitos amigos ilustres e foi sempre muito elogiado por todos e quando questionado por nunca ter sido indicado para a Academia de Letras criou a pequena estrofe,

Poeminha do Contra

Todos esses que aí estão

Atravancando meu caminho,

Eles passarão...

Eu passarinho!

(Prosa e Verso, 1978)


            Em comemoração ao seu centenário em 2006 foi criado no antigo Hotel Majestic, que foi por grande parte da sua vida a sua morada, a Casa de Cultura Mario Quintana. O "Ano do Centenário de Mário Quintana" foi instituído pelo Governo do Estado do RS. Pela ocasião de seu centenário foi criado também o Site Comemorativo do Centenário de Mário Quintana que sempre atualizado é um excelente espaço de pesquisa e informação permitindo que cada vez mais pessoas tenham a possibilidade de conhecer um pouco mais deste grande poeta e escritor.


                                                          O TEMPO

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando de vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é natal...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...

E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.

Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.

A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.


A CANÇÃO DA VIDA

A vida é louca

a vida é uma sarabanda

é um corrupio...

A vida múltipla dá-se as mãos como um bando

de raparigas em flor

e está cantando

em torno a ti:

Como eu sou bela

amor!

Entra em mim, como em uma tela

de Renoir

enquanto é primavera,

enquanto o mundo

não poluir

o azul do ar!

Não vás ficar

não vás ficar

aí...

como um salso chorando

na beira do rio...

(Como a vida é bela! como a vida é louca!)

In. Esconderijos do Tempo





quinta-feira, 28 de julho de 2011

DO QUE EU GOSTO...

           Quando ainda estava viajando recebi da amiga Denise do Blog inteligente Conheça o Espiritismo o convite para participar de uma brincadeira que nada mais é do que através de imagens dizer e mostrar 10 coisas de que mais gosto. Como aprecio estes desafios decidi fazê-lo com prazer. Enumerar o que gostamos e ainda mais com imagens é uma tarefa lúdica e interessante, nem todas as minhas escolhas estão necessariamente em ordem de preferência, mas de lembrança o que é capcioso, pois muitas vezes uma coisa tem a ver com a outra.rsss
           Escolher as dez é mais complicado, são tantas coisas do que gostamos, mas vamos lá!
           Eu gosto ...

De minha  família que vem crescendo

De minha cidade preferida, Paris

De viajar

 De dormir

De fazer compras

De receber flores

De ler um bom livro

Dos animais

De assistir a bons filmes

De curtir a natureza

De um belo e bom prato
            Exceto a primeira imagem todas as outras foram retiradas do Google.

terça-feira, 26 de julho de 2011

BAHIA - CHAPADA DIAMANTINA - LENÇÓIS

           Para fechar nossa viagem planejamos uma parada em Lençóis na Chapada Diamantina, um destino obrigatório para amantes da natureza e para quem gosta de praticar esportes na natureza seja fazer trilhas, e conhecer cachoeiras e grutas de rara beleza. Escolhemos Lençóis mais pela representatividade dela na região do que por qualquer outra coisa, mas ficamos surpreendidos com o que vimos ao vivo. Claro que já ficou no ar os planos para um futuro retorno mais específico e mais planejado para aproveitar melhor o que as cidades que compõem a Chapada têm para oferecer e que é muiiiita coisa boa e bonita.
           A Chapada é uma vasta região de formação rochosa que teve sua ocupação na época da exploração do diamante e que graças a suas paisagens formadas por cachoeiras, cânions, montanhas e grutas num ecossistema formado por animais e vegetações dos mais variados tipos vem cada vez mais sendo descoberto por amantes da natureza.

A Chapada vista do Morro do Pai Inácio

                   Do hotel partimos para descobrir o entorno começando no início do dia com uma caminhada pela trilha contornada pelo Rio Lençóis e que possui uma formação de piscinas formadas desde a época do garimpo, o Circuito Serrano onde ao continuar na trilha nos deparamos com uma bela cachoeira, a Cachoeirinha.









           Para passeios mais distantes como para a região de Iraquara onde fizemos a agradável visita a cavernas e grutas com suas fantásticas formações rochosas, contratamos um guia. Na gruta da Lapa Doce fizemos sua travessia com a ajuda do guia e o seu lampião. Ali podemos ver as estalactites, estalagmites e as demais formações em processo de formação. São formações sui generis como a Torre de "Pizza", o presépio, o candelabro, o Pão de Açúcar, o cachorro e uma criança no colo da mãe, entre outras. São 850 metros de gruta a serem percorridos em um amplo e arejado salão que tem uma altura na caverna variando entre oito a trinta e oito metros e uma largura de 50 a 100 metros. Ela está situada a 72 metros de profundidade e é muito bem conservada, inclusive o seu acesso.

Acesso à Gruta

Entrada da Gruta

O presépio

O candelabro

Saida da Gruta

            Em uma fazenda de propriedade particular, A Pratinha, conhecemos também a Gruta da Pratinha que possui uma infra-estrutura de parque com restaurante, bar e alguns esportes como uma pequena tirolesa que termina na água, canoagem dentro da gruta, mergulho e outros mais.




             Aí também fomos na Gruta Azul que é uma piscina imensa de água azul turquesa dentro de uma gruta que recebe um filete do raio da luz do sol que ao incidir em seus minerais transformam suas águas em uma linda visão de um colorido azul turquesa que em uma profundidade de aproximadamente 60 metros.     
      


            No final de nosso passeio subimos o Morro do Pai Inácio um mirante natural e marco emblemático da Chapada que com seus 1100m de altitude acima do nível do mar e seus 400mts de subida íngreme de trilha nos encanta com sua visão de 360° de toda a chapada principalmente na hora do por do sol. O ventinho frio completa o bem estar da contemplação de tão grandiosa paisagem cercada de mitos e lendas como a do próprio Pai Inácio que escravo apaixonado pela filha de um coronel que o perseguiu ao descobrir tal amor, e ao sentir-se encurralado saltou com a sombrinha da amada do alto do morro e fugiu. No morro do Pai Inácio a aventura é recompensada por um presente, a natureza.


O Morro do Pai Inácio

No alto do morro

O cruzeiro

O lindo por do sol


           Em Lençóis nos hospedamos no Hotel de Lençóis, muito bem localizado no alto centro histórico, e que possui uma infra-estrutura excelente com um delicioso café-da-manhã. Tivemos a oportunidade de jantar em seu Restaurante Roda D'água Gourmet e nos deliciar com seu cardápio variado. De entrada experimentamos uma bruscheta de palma, uma sugestão para os curiosos como nós. Na noite seguinte fomos passear pelo centro histórico da cidade com seu casario colonial que é bem conservado e conhecer o artesanato no Mercado Cultural e a culinária local que se pode escolher nos muitos restaurantes da Praça principal.

O restaurante do hotel

A Secretaria de Turismo

A Praça principal


O Coreto e a cidade ainda decorada para os festejos juninos


O Mercado

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS GERAIS - GASTRONOMIA

            Um ponto forte em nossa viagem, pelo menos o meu que sou curiosa, foi descobrir os aromas e sabores da comida mineira. A gastronomia alí esta mais arraigada a história do que em qualquer lugar. Desde tempos idos a adaptação para criação de pratos de culturas variadas deu origem a pratos que hoje são referência desta cozinha que se fez da simplicidade e sem muitos requintes. Isto se vê na simplicidade dos ingredientes e dos preparos acompanhados de um sabor marcante para guardar na memória. Desde o famoso pão de queijo, passando pelo tutu a mineira, feijão tropeiro, frango com quiabo e os mais variados doces sempre servidos com o delicioso queijo minas. Quem não gosta do famoso Romeu e Julieta? Nesta viagem fizemos paradas em bons restaurantes, bem recomendados outros nem tanto. Falarei dos que me deixaram boas lembranças embora não necessariamente tenha degustado neles dos quitutes mineiros.

            Infelizmente não fui com os companheiros de viagem ao Restaurante Bené da Flauta em Ouro Preto, um bom e indicado restaurante de lá. Eles elogiaram muito a comida e a decoração. Descobrimos os sabores de restaurantes já bem conhecidos e badalados como o Restaurante Café Geraes onde tivemos um agradável jantar regado a um bom vinho, não era propriamente de comida mineira. No Hotel Solar do Rosário, um histórico hotel do séc. XIX em estilo neoclássico fomos ao seu Restaurante Senhora do Rosário, um excelente restaurante da cidade. Foi um delicioso jantar, eu pedi um risotto de gorgonzola com isca de filé ao pesto de rúcula, que adoro. Era um arroz italiano cremoso e preparado com queijo parmesão e gorgonzola com lâminas de filé e de sobremesa uma seleção de doces mineiros (goiaba, leite, abacaxi, figo e mamão) com queijo. Já o maridão escolheu um risotto de carne seca e abóbora e como sobremesa um abacaxi flambado com malibu e açúcar mascavo servido com sorvete de creme.

O Senhora do Rosário - Imagem do Google






           Uma grande surpresa foi o Acaso 85 no largo do Rosário perto do Senhora do Rosário. É um casarão do século XVIII e não se deixe levar pela simplicidade da fachada da casa não, pois o exterior não reflete o seu interior, onde encontramos no sótão da residência dos proprietários, um belo e rústico restaurante. Com um cardápio tipicamente mineiro degustamos de pratos como o tutu, o feijão tropeiro, o frango no quiabo, a lingüiça mineira, o angu e sua especialidade, o pastel de angu que foi por mim aprovadíssimo e finalizado por uma variedade de doces com sabores que brincavam com nosso paladar



           .
            Em Tiradentes almoçamos quase as mesmas comidinhas no Restaurante Panela de Minas que fica bem no centro, no Largo das Forras. Lá também comemos muito bem, porém nada bateu o Acaso 85. À noite fomos para a Rua Direita, ao Restaurante Tragaluz, mas procuramos desfrutar do ambiente com mais parcimônia (como se pudesse), escolhemos uma divina sopa de alho poro, super cremosa com fio de creme de leite e lascas de amêndoa, para uma noite fria, uma delícia. Não resistimos e fomos de sobremesa, uma preciosidade, goiabada frita, não qualquer uma, era uma cascão prensada no granulado de castanha de caju, frita na manteiga e deitada em cama de catupiry. Para completar é servida com um especial e delicioso sorvete de goiaba. Para comer de joelhos e guardar na lembrança!

O Tragaluz

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