50 anos de Brasília, 50 anos de Airton Senna, 50 anos de música de Roberto Carlos... meus 50 anos. Não sei porque damos importância a determinados números mas, na maioria das vezes damos. Nasci em uma época que a vida era de uma simplicidade (pelo menos eu a percebia assim), não havia televisão, colocava-se cadeiras nas calçadas para conversar, as pessoas se visitavam sem que precisasse de motivos para isso, telefone era luxo, as mulheres (mães) cuidavam de seus filhos sem esse corre-corre, as crianças brincavam livremente ( brincadeiras que exploravam o lúdico, que saudade...). Uma época que parece distante anos-luz do nosso mundo moderno repleto de tecnologia mas, que está a cinco décadas atrás. Me sinto vulnerável, paradoxalmente, quando não estou me vendo no espelho não sinto ter 50 anos mas, existem momentos que tomo consciência que meu tempo tornou-se escasso e que ele está assustadoramente por um fio como se o tempo que separava 49 de 50 fosse um divisor de águas para um imine...