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sexta-feira, 29 de junho de 2012

VERSOS EVIDENTES

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Me pego escrevendo,
Ouço-me falando,
De forma simples e cor de rosa
Com vestígios de amadorismo.
E parece tudo tão óbvio...
E penso, mas tudo na vida é óbvio.
Claro, transparente
Evidente.
Só nós complicamos.
Buscamos o inatingível.
Usamos palavras difíceis
Tentamos explicar o inexplicável
Queremos ver além das metáforas da vida.
Mas tudo é claro e fugaz como uma bolha de sabão.
Desfaço-me das amarras e falo o que penso
Mesmo que seja no breve instante de um verso.

Valéria


Um maravilhoso final de seman para todos!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O OLHAR


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Não basta apenas ver
É preciso saber olhar, além...
Muito além do que seus olhos veem
Com alma e coração.
Deixar os sentimentos fluírem
Sair de si e trazer as belezas do mundo até você.
Não se perder em pobres detalhes
Buscar ver o que é essencial.
É se deixar seduzir
Sedução pelas coisas simples.
Ver além da beleza
Como um bom fotógrafo
Que para captar a essência depende de seu sábio olhar.

 Valéria

segunda-feira, 25 de junho de 2012

AS SOMBRAS


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Sombras vivem de luz.
Luz que não cessa.
Por trás das sombras distorcidas, disformes
Que se dissolvem a um movimento
Em um jogo de aparecer e sumir.
Um jogo de ilusões
Que ganha vida.
Pode ser o lado assombroso da noite
Ou sombras que brincam
Apenas silhuetas com emoção.
Sombras na parede me trazem lembranças
Sombras do passado
Que povoam meu imaginário.
Não há do que temê-las.
Vivemos assim entre luzes e sombras.
Na magia dos contrastes
Pois as coisas nem sempre são como parecem
Carecemos vê-las sob outra luz.


Valéria


Uma semana de paz e alegrias para todos!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O MELHOR CAMINHO


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Percorremos caminhos de pedras e de flores.
Pedras surgem, tropeçamos, caímos
Mas quando Deus toma nossa mão e caminha conosco
No meio das pedras descobrimos um caminho.
A vida é uma grande estrada
Tem pedras de todos os tamanhos
E cada pedra tem o seu tratar
Meu melhor conselho...
Ignore-as, levante e vá.
Caminhe com passos firmes
E desfaça-se dos espinhos.
No meu caminho há pedras e flores
Caminhando com Ele vejo da terra brotar as cores
Sigo-O.
Faço-me primavera
E transformo o meu caminhar.

Valéria


Um feliz e florido final de semana para todos!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

ESPERA... ESPERANÇA

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               Entre todos os filhos, ela demonstrava ser a mais sonhadora. Suas irmãs casaram cedo e ela ficou cada vez mais se aperfeiçoando nos trabalhos manuais e esperando chegar seu príncipe mesmo que não fosse encantado. Numa época em que se era educada para casar ter um dom para os trabalhos manuais, para suprir todas as tarefas de uma casa era de bom tom. Ela era uma verdadeira artista, suas mãos faziam mágicas com linhas e agulhas, mas isso não era tudo que ela desejava para si. Inquieta e empreendedora montou uma loja para ganhar e ter seu próprio dinheiro, não depender de ninguém. Loja montada viu seu sonho virar realidade e ter sucesso. Gostava do que fazia. No entra e sai das pessoas que ali iam em busca de seus artigos de papelaria, viu a frequência de um homem que parecia cortejá-la toda vez que passava ou lá entrava. Será que era o seu príncipe - pensava ela - que ansiosa esperava o retorno daquele rapaz. Ela já não era mais tão jovem, para os padrões da época já tinha até passado do tempo de casar, mas sempre havia uma esperança. E foi com alegria que viu seu desejo se realizar. Finalmente ele se aproximou e o contato se estabeleceu. Ele também não era tão novo, já era viúvo, mas isso não importava, ela gostava dele, do seu ar compenetrado e de bom moço. E cada dia era esperado com ansiedade pelo momento que ele passaria pela loja e conversariam junto à porta da frente. A chegada de algum cliente e ele partia deixando-a saudosa, mas feliz.
               O tempo passou, veio o noivado e depois o tão esperado casamento, sem festa, simples, mas realizado para a felicidade de todos, pais que inquietos esperavam aquele momento e para todos os outros que torciam pelo casal. Ela ainda continuou com sua loja, mas foi por pouco tempo, uma mudança de cidade a faria vender uma parte de seu sonho. Como era uma excelente dona de casa, trabalhadora e prendada sempre tinha tudo muito organizado e no capricho, mas lhe faltava algo para preencher a sua vida, algo muito especial, um filho para selar aquela vida tranquila e feliz. Ao se descobrir grávida a alegria ali fez morada, mas não por muito tempo, pois depois de um grande susto ela sensível abortou. Por um longo período a tristeza pairou sobre eles e as constantes desavenças entre os dois começaram a surgir. Foram dias longos, quase intermináveis, sem tréguas e na tentativa de salvar o casamento e pela impossibilidade de haver uma nova gravidez de caso bem pensado decidiram por adotar uma criança. Depois de um longo processo de busca e espera surge finalmente o grande momento de ter nos braços aquele serzinho que chegava com uma grande missão, de estabelecer a paz e fazer ressurgir o amor daquele casal já não tão jovem e ansioso por uma nova chance. Para aquele casal ela era a esperança, a escolha do e pelo amor. Até quando? Só o tempo poderia dizer...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

DA MINHA JANELA

(Imagem do Google)
Quero abrir minha janela
Rebordá-la com flores
Para melhor poder ver o mar
Tão belo, tão perto... E tão longe.
Olho lá longe...
Um olhar através do tempo
Onde vejo mais do que a minha vista alcança.
Pela minha janela entra vida
Por ela entrevejo um futuro
Que me surge sutil como o som e o cheiro do mar.
Ao longe contemplo o horizonte
Onde céu e mar se confundem
E me convidam a sonhar.
Tenho uma janela que se abre para o mundo
Por ela entra o sol que teima em me acordar
E é por ela que eu estou a olhar a vida... E voar...

Valéria
Da minha janela meu olhar chega ao longe onde lá no horizonte mar e céu se encontram e emolduram o cartão postal da cidade, o Morro do Careca.

Uma linda semana para todos!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

BC - AMOR AOS PEDAÇOS - QUESTIONAMENTO



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              Esta é a minha participação na Blogagem Coletiva Amor aos Pedaços proposta por Rosélia, Rute e Luma Rosa que na sua quarta fase tocará os corações com o tema Questionamento.

              O questionamento é uma característica inerente ao ser humano, questionar para corrigir o que está errado, questionar para evoluir. Se ele está desencantado da vida se questiona, questiona o mundo, suas incertezas e quando esperançoso busca respostas para crescer e viver ainda melhor.

             A arte de viver é movida por dúvidas, incertezas, questionamentos, o conjunto disso tudo inspirou o homem às suas grandes conquistas e descobertas. Afinal quando começamos a nos inquietar por respostas não é simplesmente por estar cheio de dúvidas existenciais, mas por estar também desejando ir ao encontro do desconhecido, descobrir novos caminhos, fazer descobertas. Foi por dar asas à imaginação que desfrutamos das condições de vida que temos hoje.
              Os questionamentos sobre a vida são inúmeros e profundos, muitos requerem explicações filosóficas além mesmo do que vai nossa vã sabedoria e conhecimento. Com eles descobrimos um novo significado para tudo,  mas existem respostas que nunca teremos, que nunca saberemos, pois nos fogem a razão. O amor, por exemplo, é assim, independente da idade que tenhamos, de nossa experiência de vida, ele nos deixa vulneráveis, depositamos nossas esperanças nele e desejamos que seja o nosso porto seguro. O que acontece é que sem mais nem menos nos pegamos cheios de dúvidas sobre o amor, há quem fuja dele por medo - de sofrer, do desconhecido - dúvidas que se instalam muitas vezes por uma insegurança que pode nos desestabilizar. Há quem questione o amor de Deus quando a vida não corre da melhor maneira; o amor dos pais pelo ciúme dos irmãos ou simplesmente por não receber dos pais tudo o que querem; já os pais por sua vez questionam o amor dos filhos quando não são obedecidos; há dúvidas no amor dos irmãos que se rivalizam na disputa pelo amor dos pais; há questionamentos entre os casais que sufocam o relacionamento levantando mil suspeitas entre si e há ainda entre os amigos quando não crêem na amizade, na troca e no encontro com o outro.

               O que não podemos ignorar é que a infinitude da existência do mundo pressupõe que estamos apenas fazendo uma breve viagem a qual temos passagem de ida e volta, um tempo pré-estabelecido para estarmos aqui. E esta vida é moldada por escolhas que geram questionamentos sejam eles de ordem humana ou religiosa e que são moldados dentro de nossa perspectiva de vida, de nossa visão de mundo. E estes questionamentos de acordo com a nossa viagem nos trará suas respostas, se serão as corretas, as mais plausíveis só o tempo dirá através das experiências e das vivências de cada um. Nós sempre queremos buscar a verdade das coisas, mas não podemos esquecer que ela pode ser relativa, então precisamos mesmo é relativizar. Só não podemos nos conformar com a ignorância, devemos buscar viver com sabedoria mesmo que nem sempre as respostas nos satisfaçam.

                  Um excelente final de semana para todos!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

CONVIVER COM A TRISTEZA



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              Desde que o mundo é mundo que viver é a arte de saber aproveitar da melhor maneira possível os bons momentos e driblar aquelas situações menos prazerosas. Ninguém é feliz o tempo todo, vivemos altos e baixos que nos trazem um sofrimento até necessário para o nosso processo de crescimento interior e nos ajuda a dar valor às nossas conquistas, no entanto, tristeza causa um vazio. Só não podemos é nos abater diante da tristeza que o sofrimento nos causa e deixá-la interferir em todos os segmentos de nossa vida que continua apesar dos pesares, bloqueando a objetividade da razão. No silêncio da tristeza, nos tornamos introspectivos e mergulhamos no nosso íntimo, pensamos e refletimos e depois de noites insones o novo amanhã pode nos sorrir. A vida é assim...

 


        Tristeza – Rubem Alves

             Há tristezas de dois tipos

               Primeiro, são as tristezas diurnas, quando  o
               mundo está iluminado pelo sol.
               Tristezas para as quais há razões.
               Quem não sente essas tristezas está doente e
               precisaria de terapia para aprender a ficar triste.
               Tristeza é parte da vida.
               Ela é reação natural da alma diante da perda   de
               algo que se ama.
               O mundo está luminoso e claro - mas há algo, uma
               perda, que faz tudo ficar triste.

               Segundo, são as tristezas de crepúsculo.
               Crepúsculo é triste,  naturalmente.
               Não, não há perda nenhuma.
               Tudo está certo. não há razões para ficar triste.
               A despeito disso, no crepúsculo a gente fica.
               Talvez porque o crepúsculo seja uma metáfora do
               que é a vida: a beleza efêmera das cores que  vão
               mergulhando no escuro da noite.

               A vida é assim.

               Se  é manhã brilhante o tempo todo, alguma coisa
               está errada.
               Tristeza é preciso. a tristeza torna  as  pessoas
               mais ternas.
               Se  é crepúsculo o tempo todo, alguma coisa   não
               está bem.
               Alegria   é  preciso.  alegria   é  a  chama   que  
               vontade de viver.

               Eu acho que essa tristeza crepuscular é mais que
               uma perturbação psicológica.
               Acho que ela tem a  ver  com   a  sensibilidade
               perante a dimensão trágica da vida.
               A vida  é trágica por que tudo o que a gente  ama
               vai mergulhando no rio do tempo.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

DOCE INSENSATEZ


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Insensatez...
É do que viveu você pobre coração
Que sonhou com um amor
De contos de fadas
Da magia dos príncipes e donzelas
De duendes e varinhas de condão
Fantasias povoando o imaginário de criança
Que fechava os olhos e alimentava a emoção
Mas, quem nunca amou assim?
Não posso fugir dos meus sentimentos
E caio em mim
Ouço meu coração
E em meio a suspiros
E a um coração a bater acelerado
Insistentemente chamo
Por você
Que sempre será meu príncipe encantado.

Valéria


             Uma ótima semana! E que o amor empreste sua cor e sua alegria a todos neste dia dos namorados.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

SOLIDÃO


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              "Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto." Francis Bacon

               Pela janela do quarto ele vê a vida passar, lá fora crianças brincam de bola e a cada vez que fazem um gol, ele lá do seu cantinho timidamente vibra. Artur tem oito anos de idade e vive só com sua mãe, seu pai morreu quando ele ainda era bem pequeno e dele quase nada lembra. Sua mãe vive do trabalho para casa e no período da manhã em que estão os dois em casa quase não trocam uma palavra, se entendem assim através do silêncio, quase que adivinhando o desejo do outro.

              A vida passa sem nenhum brilho naquela pequena casa, só o mundo lá fora muda as estações, tem vida própria, cá dentro ele, o mundo, parou. Pela tarde os dois saem, ela o deixa na escola e vai para o trabalho. Para Artur frequentar a escola nada mais é do que ouvir, nunca participar. Por ser muito calado, tímido ao extremo, quase não é notado por seus colegas e professores. Para todos está tudo bem, ele não incomoda e assim também não é incomodado, há um pacto silencioso. No intervalo observa como espectador da vida as crianças brincarem, lá dentro dele há uma criança que sorri e brinca também, aqui e acolá ele esboça um leve sorriso por se projetar em algumas daquelas alegres e sorridentes crianças.

              Assim Artur foi crescendo, vendo o mundo como espectador, sentindo a vida passar por ele sem parar e sem direito de voltar atrás para refazer o caminho. Terminado os estudos, sua mãe consegue um emprego para ele no cartório onde trabalha, sua tarefa seria a de reconhecer firma. Depois que aprende a fazer o que lhe foi designado ele mecanicamente todos os dias desempenha sua função vendo a vida como um trem que passa velozmente por uma estação. Ele é aquela esquecida estação, perdida em algum lugar do mundo onde o trem nunca para. Vivendo com a mãe aquela mesma vidinha, utiliza seu dinheiro apenas para comprar seus livros, onde ele prazerosamente se delicia e vive suas compensações, viaja através de cada página, descobre um mundo para ele tão distante, já o resto do dinheiro guarda em uma poupança simplesmente por não saber com que gasta, sente que não precisa de mais nada.
             Um dia sua mãe adoece e deixa de trabalhar e sua vida se resume a cuidar dela e ir para o seu emprego no cartório. É um longo período de exaustivo trabalho, quando ele vai dormir, já não consegue nem terminar suas orações e é vencido pelo sono. Ao acordar certo dia sua mãe havia morrido, pelo sofrimento o qual passou que descanse em paz, pensava ele. Os dias ficaram mais longos, já não havia motivos para voltar para casa, passeia longamente pelos parques, senta nos bancos para ler, se deixa levar por devaneios observando o transitar das pessoas, casais de namorados a conversar, crianças a brincar, uns que passam apressados cada um com suas angústias e ele na sua rotina que mantém ao realizar a mesma tarefa no cartório, agora reduzida a um simples clicar na tecla do computador. Novos tempos, menos trabalho, pelo menos para ele.

              Os seus colegas de trabalho que respeitam a sua maneira de ser, o veem como excêntrico, eles têm por hábito fazer toda a semana uma fezinha na loteria e como o convidam ele sempre aceita, se negar pra quê, mas que veio a sorte e eles ganham um grande prêmio. Foi uma felicidade geral, chegou o dia de receber todo aquele dinheiro e Artur que já possuía uma quantia significativa não conseguia entender o porquê de tanta euforia. Dinheiro da loteria colocado na conta e estava ele com uma bela fortuna, mas a vida para ele não é isso, não é ter e no seu íntimo ele se pergunta, tudo isso para quê?

              Um excelente final de semana para todos!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

FRAGMENTOS



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Na escrita da vida
Uma busca por sentido.
Imaginação,
Caminhos de labirintos.
Realidade e utopia,
Ilusões que transcendem.
Sonhos,
Para tornar a vida aceitável.
Presente, passado e futuro,
Fragilidades do tempo.

Apenas fragmentos.

Valéria




segunda-feira, 4 de junho de 2012

A CASA GRANDE

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              Naquela bela fazenda de grandes e verdes pastos a grande casa era cercada por muitas árvores de tamanhos variados que lhe acentuava um ar bucólico. A casa ficava no alto e para se chegar a ela era preciso subir vários degraus. O alpendre na entrada da casa era cercado por um belo jardim, mas não tão bem cuidado. Uma variedade de pequenas e coloridas flores davam boas vindas a quem chegava e entre elas as ervas daninhas teimavam em procurar ofuscar estas belezas. Todos os outros alpendres que a rodeava não possuíam degraus, só as altas paredes do alicerce que lhe emprestavam certa imponência e um certo perigo, lá crianças não podiam brincar, era uma regra dos adultos. Correr pelos grandes cômodos daquela casa era uma das brincadeiras preferidas das alegres crianças que lá moravam. Salas imensas e bem decoradas não eram apinhadas de móveis e eles podiam ali circular livremente. A grande mesa de jantar servia também de mesa para jogos animados de ping-pong onde eles mesmos em tenra idade tentavam jogar.
             O dia começava e terminava com a festa da retirada do leite das vacas que eram sorvidos ali mesmo no estábulo entre sorrisos e brincadeiras. Dali em diante o tempo era destinado só a brincar, de carroça, de cavalo de pau, tomando banho no riacho que cortava a fazenda, de tica-cola com os filhos dos trabalhadores, era uma vida simples e cheia de magia e o tempo era curto para tantas descobertas.
             Nas noites de lua sentar naqueles alpendres para ver a lua e as estrelas era um momento ímpar, onde as brincadeiras de adivinhações eram sempre bem vindas, vez por outra um ou outro corria a tentar pegar os vagalumes que com suas luzinhas brincavam de esconde-esconde com a noite. Em noites mais frias eram montados pequenos palcos iluminados à luz de velas na grande sala de estar para apresentação de teatro de fantoches o que prendia toda à atenção daquelas crianças com mente fértil e cheia de fantasias.
             Naquela grande casa, de pé direito duplo e paredes grossas não possuía ainda luz elétrica, o que a tornava cheia de mistérios quando a noite chegava e se faziam grandes sombras provocadas pela luz das velas a cada vez que alguém andava por seus cômodos. E, no entanto aquelas paredes embora sempre bem pintadas e fortes o que sugeriam segurança encobriam segredos, pelo menos para aquelas crianças. Os mais velhos não permitiam a ida delas em alguns de seus cômodos, inclusive também na velha caixa-d’água desativada que existia ao lado da casa e vivia de portas sempre cerradas estimulando mais ainda a curiosidade das crianças que teimavam em circular ao seu redor, mas sem nunca ousar transpor aquelas portas. Nas confusas lembranças deles, embotada pela fantasia alguém morrera ali, de uma frase perdida ali, outra sussurrada acolá eles na sua inocência ignoravam a tragédia que deixara aquela casa e seus moradores com um ar de melancolia, de saudade. Ali o dono da casa tinha posto fim a sua vida, um acontecimento triste e traumático que não fazia parte do imaginário daquelas crianças que alheias a estes fatos coabitavam seu mundo de fantasia onde a vida não passava de uma sequência feliz de acontecimentos. Era mesmo uma festa cada nascer do sol.

              Uma ótima semana para todos!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

SER CRIANÇA


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Ser criança é viver de fantasias
Tecer contos de fadas
Sorrir fácil
Se reinventar entre mundos de magia
É se descobrir
E descobrir o mundo a cada dia
É poder brincar livremente
É correr no parque
Mas, não vá tropeçar!
É se lambuzar de guloseimas
É viver o encantamento da inocência
É viver despreocupada
É ser livre
Para em seus primeiros passos
Sentir a própria alegria de viver e sonhar!

Valéria

               Um excelente final de semana para todos!
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